Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 937
O 1º de Maio simboliza a luta histórica dos trabalhadores contra exploração e injustiça. Em meio à realidade palestina atual, a data reflete dor e resistência, homenageando quem lutou e sofreu por direitos e libertação.
FPLP: Declaração sobre o primeiro de maio
O 1º de maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, chega como uma expressão viva de uma trajetória histórica de confronto contínuo contra a exploração e a injustiça, marcada pelo sangue dos trabalhadores, na qual os direitos foram conquistados ao longo de décadas de luta e sacrifícios.
Este dia, que marcou um ponto decisivo na história do movimento operário mundial, renova sua presença este ano em nossa realidade palestina carregado de dores sem precedentes, onde seu simbolismo de luta se mistura a uma cena diária de sofrimento e resistência.
Nós, da Frente Popular pela Libertação da Palestina, ao saudarmos esta ocasião gloriosa e evocarmos seus significados revolucionários, prestamos homenagem com respeito e reverência aos mártires, prisioneiros e feridos do movimento operário palestino, bem como às lutas e sacrifícios do movimento operário árabe e internacional, consagrados pelo sangue dos trabalhadores ao longo da história em prol da libertação, da justiça social e da dignidade humana.
Afirmamos, nesta ocasião, que o trabalhador palestino enfrenta hoje uma das fases mais duras de perseguição, sob uma guerra de extermínio que atinge sua existência material e sua capacidade de sobreviver e produzir, buscando minar os fundamentos de sua vida e dignidade humana. O que nossos trabalhadores enfrentam, especialmente na Faixa de Gaza, vai além das descrições tradicionais de crises; estamos diante de uma destruição total e abrangente do sistema produtivo, de um ataque sistemático às condições de vida e de uma paralisação do setor produtivo que levou centenas de milhares a perder seus meios de subsistência. As taxas de desemprego atingiram níveis sufocantes, transformando nossa sociedade trabalhadora em vítima de uma agressão ampla, de um cerco total e da destruição generalizada de fábricas e oficinas.
Além disso, a cesta básica alimentar está sendo devastada, com agricultores e pescadores enfrentando uma política de terra arrasada: terras agrícolas foram destruídas, barcos de pesca foram arruinados e áreas de produção se transformaram em campos de morte e fome.
A economia também sofreu enormes perdas devido ao ataque e à exploração dos trabalhadores na Cisjordânia ocupada, o que causou um profundo choque social e levou à disseminação da pobreza e ao acúmulo de dívidas. A busca por trabalho se tornou um confronto diário com tiros e detenções em postos de controle e barreiras, onde trabalhadores são mortos ou feridos enquanto tentam garantir o sustento de suas famílias.
Massas trabalhadoras e construtores da vida; revolucionários da verdade, da liberdade e da resistência,
A Frente Popular pela Libertação da Palestina, nesta ocasião, ao renovar seu compromisso com a defesa das classes trabalhadoras, afirma o seguinte:
1. Reafirmamos nosso compromisso absoluto com os direitos e interesses da classe trabalhadora palestina e de todo o nosso povo em luta por sua liberdade, independência, direito de retorno e estabelecimento de seu Estado independente com Jerusalém como capital, diante de uma ofensiva abrangente contra sua existência e capacidade de sobreviver e produzir.
2. Exigimos políticas obrigatórias que protejam os direitos dos trabalhadores e garantam um nível mínimo de vida digna e justiça social, por meio de leis formais e acordos coletivos que assegurem seus direitos e estabeleçam um salário-mínimo justo.
3. Renovamos o chamado para restaurar a unidade nacional e formular uma estratégia abrangente para enfrentar a guerra de extermínio e os planos de eliminação, conduzindo à construção de uma economia de resistência livre das restrições de acordos que subordinam o sustento à vontade da ocupação.
4. Reafirmamos a necessidade de reconstruir o movimento sindical palestino com base em princípios democráticos e representativos, por meio de eleições justas e abrangentes, e de construir uma frente operária internacional em cooperação com sindicatos globais, intensificando boicotes, greves e instrumentos de pressão política, incluindo o boicote à “Histadrut” e a retirada de investimentos da economia de guerra e do sistema de apartheid.
5. Convocamos a intensificar a mobilização em campo nos portos e fábricas para interromper cadeias de suprimento e parar os instrumentos de morte e destruição, ampliando a mobilização internacional de sindicatos e pessoas livres para levantar restrições à produção de alimentos e transformar o movimento sindical em uma força global de pressão para pôr fim ao genocídio, romper o cerco e acabar com a ocupação.
Viva o 1º de maio como um dia de luta e libertação. Vitória aos trabalhadores e aos oprimidos.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 6 mártires e 18 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
• Total de mártires: 972
• Total de feridos: 2.235
• Total de corpos recuperados: 761
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.568 mártires e 172.338 feridos desde 7 de outubro de 2023.