Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 978
Junto às mobilizações no Líbano, Irã, Iraque e Iêmen, milhares de palestinos se reuniram em Gaza para reafirmar a unidade do Eixo da Resistência e o apoio à luta contra a ocupação israelense e os Estados Unidos.
Comunicado: A integração das frentes da resistência consolida novas dinâmicas na região
Em paralelo a grandes manifestações realizadas no Líbano, Irã, Iraque e Iêmen, e com ampla participação popular e de grupos políticos, liderados pelas organizações da resistência, uma grande multidão do povo palestino de Gaza participou, na noite desta quarta-feira, de um ato popular conjunto organizado pelos “Comitês Populares Internacionais Contra a Agressão”, em frente à sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, sob o lema: “Nossa frente de luta é uma só, e nosso inimigo é um só.”
Em uma cena que reflete a integração dos caminhos estratégicos da região, multidões se reuniram para reafirmar a opção pela resistência e a unidade de destino diante da ocupação israelense, declarando que essa mobilização popular, que se estende por Gaza e por vários países do chamado “Eixo da Resistência”, representa uma nova realidade na disputa de forças contra a hegemonia israelense e norte-americana.
O membro do Comitê Central Geral da Frente Popular, Iyad Awadallah, discursou em nome das organizações da resistência. Ele iniciou sua fala saudando os “companheiros de luta e de armas no Eixo da Resistência” e todas as forças que enfrentam a hegemonia israelense e norte-americana ao redor do mundo.
Awadallah afirmou que a região vive um momento histórico decisivo, enfatizando que “a era em que uma frente podia ser isolada das demais acabou e não voltará”.
Ele acrescentou que o que ocorre na região é uma disputa estratégica de forças que, segundo ele, demonstrou a fragilidade da aliança entre Israel e os Estados Unidos, e que o mito do “exército invencível” foi destruído pela resistência em Gaza, no Líbano, no Iêmen e pelos ataques da República Islâmica do Irã.
Awadallah também mencionou especificamente o “líder mártir Sayyid Ali Khamenei, guia supremo da Revolução Iraniana”, elogiando sua trajetória na construção do movimento de resistência. Além disso, saudou os comandantes e oficiais do Exército e da Guarda Revolucionária iranianos, expressando a confiança das organizações da resistência palestina de que “Sayyid Mojtaba”, o novo guia supremo, possui a determinação e a firmeza necessárias para continuar liderando essa batalha decisiva.
À luz dos acontecimentos recentes, as organizações da resistência palestina apresentaram sua visão política durante o discurso, enfatizando a consolidação da integração das frentes de resistência. Segundo elas, esse conceito deixou de ser apenas um slogan político e tornou-se uma realidade consolidada, na qual qualquer agressão contra um país do Eixo da Resistência é considerada uma agressão direta contra a Palestina.
As organizações elogiaram a resposta iraniana ao ataque contra a periferia sul de Beirute e às ações israelenses e norte-americanas, afirmando que Tel Aviv, Haifa e outras cidades e instalações israelenses passaram a estar sob ataque direto. Também destacaram as operações do Hezbollah, que teriam transformado a frente norte em um problema estratégico para Israel.
O discurso também valorizou o papel das Forças Armadas do Iêmen, afirmando que elas alteraram os cálculos estratégicos da região e se tornaram um fator decisivo ao interromper linhas de abastecimento de Israel e das potências ocidentais.
Do coração de Gaza, as organizações reafirmaram o direito pleno do Irã de exercer soberania total sobre seu território e seus recursos, além de romper o bloqueio imposto ao país. Segundo elas, o projeto representado por seus adversários constitui uma ameaça existencial à estabilidade da região e às suas riquezas, e sua derrota seria um interesse fundamental dos povos que aspiram à libertação.
As organizações advertiram que “a paciência tem limites”, afirmando que Israel não respeitou o acordo de cessar-fogo nem por um único dia.
Também declararam seu compromisso com qualquer estrutura de acordo alcançada no Cairo que atenda aos interesses do povo palestino e ponha fim à agressão, pedindo aos mediadores que contenham o que chamaram de “inimigo sionista arrogante”. Acrescentaram que Benjamin Netanyahu estaria motivado por interesses eleitorais em sua escalada militar, enquanto, na realidade, estaria conduzindo seu Estado a uma “queda estrondosa, profunda e inevitável”.
As organizações renovaram ainda seu compromisso com os prisioneiros palestinos, afirmando que sua libertação continua sendo a prioridade máxima e prometendo continuar a luta, em todas as suas formas, para garantir sua libertação.
Ao encerrar o discurso, Awadallah afirmou que a região está reformulando o equilíbrio de poder em favor de seus povos, enfatizando que uma vontade enraizada na terra não pode ser arrancada.
Concluiu dizendo: “A voz de Gaza, Jerusalém, do sul do Líbano, de Sanaa, do Irã e de todas as nossas frentes continuará ressoando, anunciando a aurora da liberdade que se aproxima, pois somente a resistência é capaz de alcançar a vitória definitiva.”
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 7 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
• Total de mártires: 981
• Total de feridos: 3.111
• Total de corpos recuperados: 783
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.991 mártires e 173.219 feridos desde 7 de outubro de 2023.