Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 998

O “Conselho da Paz” solicitou o fim da atuação da UNRWA em Gaza, sob pretexto de substituir a assistência humanitária pelo desenvolvimento sustentável. A proposta reforça as políticas que visam dar fim à questão dos refugiados.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 998
Reprodução: Board of Peace/Twitter.

FPLP: Solicitação do "Conselho da Paz" para encerrar a UNRWA é uma proposta suspeita

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) afirma que o chamado "Conselho da Paz" não é uma entidade autorizada nem possui qualquer legitimidade para se pronunciar sobre os princípios fundamentais da causa nacional palestina.

Sua recente declaração, na qual solicita o fim da atuação da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) na Faixa de Gaza, sob o pretexto de passar de um "modelo de assistência humanitária" para um "modelo de desenvolvimento sustentável", constitui uma proposta suspeita e um perigoso plano político destinado a eliminar a questão dos refugiados desde suas raízes. Essa posição traz consequências catastróficas e será enfrentada com todas as formas de rejeição e resistência.

A UNRWA é uma testemunha internacional da continuidade da questão dos refugiados e de seu direito histórico de retorno, consagrado pela Resolução 194 da Assembleia Geral da ONU. A solicitação para encerrar suas atividades visa esvaziar a causa palestina de seu conteúdo nacional e jurídico, transformando a questão dos refugiados de um "direito histórico inalienável" em um "problema humanitário temporário".

A promoção do abstrato "desenvolvimento sustentável" como substituto da assistência humanitária não passa, segundo a Frente, de uma cobertura para impor uma nova realidade política que ignora as raízes do conflito. O objetivo oculto seria transferir a questão dos refugiados de seu marco internacional vinculante para arranjos administrativos ou regionais sujeitos a cálculos políticos considerados suspeitos e alinhados aos planos da ocupação, buscando retirar o tema dos refugiados da agenda internacional e transformar os "detentores de direitos" em "residentes que necessitam de serviços".

A Frente rejeita categoricamente o uso da crise financeira ou do argumento da "reforma administrativa" como justificativa para desmantelar a agência ou enfraquecer seu mandato. Afirma ainda que a responsabilidade da comunidade internacional é garantir financiamento suficiente e sustentável para assegurar a continuidade da UNRWA, e não se eximir de suas obrigações nem atacar a instituição criada para lidar com as consequências da Nakba e proteger os direitos dos refugiados palestinos.

A Frente adverte o "Conselho da Paz" e a comunidade internacional sobre sua responsabilidade direta por quaisquer consequências decorrentes desses planos, que, segundo ela, visam extinguir a UNRWA ou reduzir suas competências. Também conclama os países doadores a fornecer apoio financeiro estável e proteção internacional à agência.

Ao alertar para a gravidade dessas iniciativas, a Frente Popular afirma que o povo palestino resistirá firmemente a todas as tentativas de eliminar o direito de retorno e sustenta que a UNRWA continuará sendo um símbolo internacional da responsabilidade da comunidade internacional para com o povo palestino até que seus direitos sejam plenamente assegurados.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 8 mártires e 26 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 1.053

• Total de feridos: 3.406

• Total de corpos recuperados: 786

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 73.066 mártires e 173.514 feridos desde 7 de outubro de 2023.