Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 996

Tribos armadas e forças ligadas ao Ansarallah intensificam a mobilização em todo o Iêmen após chamado para expulsar os ocupantes, em preparação para possível confronto com coalizão liderada pela Arábia Saudita.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 996
Reprodução: redes sociais.

Articulação do Ansarallah mobiliza-se por todo o Iêmen para expulsar ocupantes

Tribos iemenitas em todo o país estão se mobilizando em massa para se preparar para um novo conflito com a coalizão liderada pela Arábia Saudita, após um apelo do líder do Ansarallah pela “expulsão dos ocupantes”.

Diversos relatos locais publicados em 29 de junho e declarações de autoridades confirmaram amplos movimentos populares e mobilizações em todo o Iêmen

A agência SABA informou que “uma grande concentração armada foi organizada na segunda-feira pelas tribos do distrito de Al-Mansouriya, em Hodeidah, para declarar mobilização total e plena prontidão [para uma batalha] a fim de recuperar os direitos dos iemenitas”.

A reunião ocorreu como parte dos esforços para “pôr fim à agressão e ao bloqueio” liderados pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos. As tribos também elogiaram a “grande vitória” do Irã sobre os “tiranos desta era”.

Mobilizações semelhantes de tribos armadas locais e de membros do Ansarallah também ocorreram na capital, Sanaa, incluindo no distrito de Shuub.

Khaled al-Madani, primeiro subsecretário da capital no governo de Sanaa liderado pelo Ansarallah, participou da reunião em Shuub na segunda-feira e instou os iemenitas a recuperarem seu país e seus recursos naturais das forças apoiadas pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos.

“O Iêmen enviou uma mensagem clara aos inimigos e ocupantes: o povo iemenita conhece seu verdadeiro inimigo – aquele que trava uma agressão contra eles há mais de dez anos e lhes impõe bloqueios”, afirmou.

“A coalizão liderada pela Arábia Saudita continua saqueando os recursos do Iêmen, transferindo suas receitas para o Banco Nacional Saudita, enquanto o povo é privado de seus direitos básicos”, acrescentou Madani.

Manifestações armadas ocorreram em Sanaa, Dhamar, Hajjah e Al-Jawf, onde as tribos Bani Nawf prometeram seguir as diretrizes do líder do Ansarallah, Abdel Malik al-Houthi.

Houthi fez um apelo à mobilização em um discurso no dia 25 de junho.

“Não aceitaremos a continuidade da agressão, ocupação e bloqueio promovidos pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita, e agiremos, dentro do âmbito da nossa causa, para nos livrarmos disso por todos os meios legítimos, até que nosso povo desfrute de liberdade, independência e uma vida digna”, declarou o líder da resistência iemenita.

“Saúdo o amplo movimento popular e as grandes reuniões tribais no contexto da mobilização geral. Convoco nosso povo a unir fileiras, fortalecer a frente interna, manter o espírito de mobilização geral e continuar... o treinamento militar.”

Houthi também prometeu atacar qualquer presença israelense na Somália, em meio ao fortalecimento das relações entre Tel Aviv e a Somalilândia.

O Ansarallah e as Forças Armadas do Iêmen estão “monitorando de perto a situação na Somália e as ações do inimigo israelense voltadas para controlar o Golfo de Áden e o estreito de Bab al-Mandab”, declarou Houthi.

Imagens divulgadas nas redes sociais supostamente mostram tribos apoiadas pelo Ansarallah e forças do governo de Sanaa avançando em direção às linhas de frente.

A Arábia Saudita lançou uma guerra de grande escala contra o Iêmen em 2015, liderando uma coalizão dos países do Golfo que tinha os Emirados Árabes Unidos como um de seus principais parceiros. Isso ocorreu após a revolução popular de 2014, que levou o Ansarallah a assumir o controle do governo em Sanaa, derrubando o regime apoiado pelos sauditas.

Riad também impôs um bloqueio aéreo e marítimo total ao país mais pobre do mundo árabe, provocando uma fome sem precedentes, a disseminação de doenças infecciosas como a cólera e a morte de centenas de milhares de iemenitas.

Após quase dez anos de guerra contra as Forças Armadas do Iêmen e da criação de governos paralelos apoiados pelos Emirados Árabes Unidos e pela Arábia Saudita em Áden, Riad e Abu Dhabi passaram a competir entre si pela predominância e influência sobre o Iêmen no final do ano passado.

Na época, o Ansarallah classificou o confronto como uma “crise entre ocupantes”.

Há anos, Sanaa vem alertando que não tolerará indefinidamente a presença de forças estrangeiras e que, em algum momento, tomará medidas para expulsar completamente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos do país.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 4 mártires e 8 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 1.045

• Total de feridos: 3.380

• Total de corpos recuperados: 786

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 73.058 mártires e 173.488 feridos desde 7 de outubro de 2023.