Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 995

O povo palestino precisa desenvolver suas instituições nacionais soberanas e fortalecer sua capacidade de resistência diante do projeto colonial sionista, em conformidade com suas prioridades enquanto povo.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 995
Reprodução: redes sociais.

FPLP: Unidade nacional para enfrentar os planos de liquidação da causa palestina

Diante da fase mais perigosa pela qual passa a causa palestina, da continuidade da guerra de extermínio conduzida pela ocupação israelense contra o nosso povo na Faixa de Gaza, da intensificação da agressão na Cisjordânia e em Jerusalém ocupada, e das políticas sistemáticas de deslocamento forçado, limpeza étnica, anexação e imposição de fatos consumados no terreno, as Forças Nacionais Palestinas afirmam que sua responsabilidade nacional e histórica exige que atuem por todos os meios para fortalecer a unidade nacional e consolidar o princípio da verdadeira parceria na tomada de decisões nacionais, garantindo a participação de todos os segmentos do nosso povo na definição do futuro de sua causa nacional e na defesa de seus direitos inalienáveis.

Com base nessa responsabilidade, as forças entendem que quaisquer medidas relacionadas à reconstrução e ao desenvolvimento das instituições nacionais — incluindo o projeto de Constituição Provisória do Estado da Palestina, a Lei dos Partidos Políticos, o sistema eleitoral do Conselho Nacional Palestino e a emissão dos decretos correspondentes — devem se basear em um amplo consenso nacional e em um diálogo abrangente, de modo a fortalecer a legitimidade das instituições nacionais, preservar a unidade do povo palestino e consolidar uma abordagem de parceria e integração como principal garantia para proteger o projeto nacional e enfrentar os desafios decisivos.

Com isso, as Forças Nacionais Palestinas reafirmam os seguintes princípios e posições:

Primeiro: As forças afirmam que o povo palestino precisa desenvolver suas instituições nacionais e fortalecer sua capacidade de resistência diante do projeto colonial sionista, em conformidade com suas prioridades nacionais. Nesse sentido, alertam para o perigo de qualquer tentativa de reestruturar o sistema político palestino em resposta a pressões ou imposições externas. Ressaltam ainda que qualquer processo de reconstrução ou reativação das instituições nacionais, incluindo a realização de eleições, deve basear-se em uma verdadeira parceria nacional que reúna as diversas forças e componentes palestinos, respaldada por um consenso nacional que fortaleça sua legitimidade política e nacional.

Segundo: As forças afirmam que o verdadeiro caminho para restaurar a unidade nacional, renovar a legitimidade das instituições nacionais e reconstruí-las começa com a convocação de um diálogo nacional abrangente que inclua todas as forças e facções palestinas, fundamentado nos princípios da parceria, da democracia e do consenso nacional, produzindo resultados vinculantes para todos, impedindo qualquer forma de unilateralismo ou exclusão e servindo aos objetivos do povo palestino na luta por sua libertação nacional.

Terceiro: As Forças Nacionais Palestinas conclamam o Presidente a convocar, com urgência, uma reunião dos secretários-gerais das facções palestinas, por se tratar de uma necessidade nacional que não admite adiamentos. O objetivo é lançar um diálogo nacional abrangente que estabeleça uma verdadeira parceria política, formule uma estratégia nacional e de luta unificada para enfrentar os desafios atuais e debata as principais questões nacionais, especialmente o consenso sobre a realização de eleições palestinas gerais, incluindo as eleições para o Conselho Nacional Palestino, garantindo a mais ampla participação possível e uma representação justa de todas as forças e agrupamentos palestinos. Isso parte do entendimento de que ampliar a participação no Conselho Nacional fortalecerá a posição da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), renovará sua legitimidade nacional e consolidará seu papel como representante legítimo e único do povo palestino.

Quarto: As forças afirmam que a estrutura de liderança provisória unificada, acordada nos entendimentos de reconciliação nacional — mais recentemente no Acordo de Pequim — constitui a referência nacional transitória capaz de liderar esta fase, fortalecer a parceria nacional e assegurar a continuidade do funcionamento das instituições nacionais com base no consenso, preservando a unidade da decisão nacional e reforçando a responsabilidade coletiva diante dos desafios.

Quinto: As forças enfatizam que o diálogo nacional deve fundamentar-se em princípios sólidos, entre eles: rejeição da política de unilateralismo e exclusão; respeito ao pluralismo político; compromisso com um programa nacional unificado de luta para enfrentar os crimes da ocupação e os planos de liquidação da causa palestina; e adesão aos princípios do consenso nacional, sobretudo o direito de retorno, o direito à autodeterminação e o estabelecimento de um Estado palestino independente, plenamente soberano, com Jerusalém como sua capital, com base nas resoluções internacionais pertinentes. Também defendem o fortalecimento da capacidade de resistência do povo palestino diante da agressão, da expansão dos assentamentos e da judaização dos territórios.

Sexto: A magnitude das ameaças existenciais dirigidas contra o povo palestino e sua causa nacional, acompanhadas de projetos que visam ao deslocamento forçado, à limpeza étnica, à anexação e à eliminação dos direitos nacionais palestinos, exige que todos priorizem o interesse nacional supremo, unifiquem esforços e energias e cheguem a um consenso sobre um programa político e de luta unificado que sirva como referência nacional comum para enfrentar o projeto israelense, fortalecer a resistência do povo palestino, proteger sua terra, sua identidade e seus locais sagrados, e defender seus direitos nacionais permanentes e inalienáveis.

Ao final, as Forças Nacionais Palestinas afirmam que o momento histórico vivido pela causa nacional palestina exige o mais alto grau de responsabilidade, unidade e solidariedade. Sustentam que a verdadeira resposta à guerra de extermínio e aos planos de liquidação da causa palestina reside no fortalecimento da unidade nacional e no reforço da instituição nacional unificadora, representada pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP), com base em uma parceria nacional abrangente.

Ao apresentar esta posição ao povo palestino, às suas forças nacionais e islâmicas e às suas instituições representativas, as forças signatárias renovam seu apelo por uma resposta nacional urgente para a realização de uma reunião nacional ampla, que resulte na formulação de uma estratégia nacional unificada e prepare o caminho para eleições democráticas gerais. Essas eleições devem reconstruir as instituições nacionais sobre bases democráticas e participativas, de forma a proteger o projeto de resistência, fortalecer a capacidade de resistência do povo palestino e preservar sua unidade nacional nesta fase decisiva.

Viva a Palestina...

Glória eterna aos mártires...

Rápida recuperação aos feridos...

Liberdade aos prisioneiros...

E certamente venceremos.

Signatários:

Movimento de Resistência Islâmica (Hamas)
Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP)
Movimento da Jihad Islâmica na Palestina
Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP)
Iniciativa Nacional Palestina
Frente Popular para a Libertação da Palestina – Comando-Geral

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 mártires e 15 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 1.031

• Total de feridos: 3.309

• Total de corpos recuperados: 785

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 73.043 mártires e 173.417 feridos desde 7 de outubro de 2023.