Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 992

Abdul-Malik al-Houthi alertou que o Iêmen não ficará “de braços cruzados” diante da presença militar israelense na Somalilândia enquanto Israel tenta ampliar sua influência sobre o Golfo de Áden e o estreito de Bab al-Mandab.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 992
Reprodução: Mohammed Huwais / AFP.

Iêmen afirma que não cruzará os braços enquanto Israel estabelece presença militar na Somalilândia

O líder do Ansarallah, do Iêmen, Abdul-Malik al-Houthi, confirmou em 25 de junho que Sanaa "não ficará de braços cruzados" enquanto Israel estabelece uma presença militar na região separatista da Somalilândia.

Houthi afirmou que o Ansarallah acompanha com "grande interesse" os acontecimentos na Somalilândia, incluindo os esforços israelenses para controlar o Golfo de Áden e o Estreito de Bab al-Mandab.

A Somalilândia está localizada na estratégica região do Chifre da África, de frente para o Iêmen, do outro lado do Mar Vermelho. Israel busca obter acesso ao território da Somalilândia para ampliar sua influência e disputar com as Forças Armadas Iemenitas, lideradas pelo Ansarallah, o domínio das vias marítimas da região.

Em um discurso proferido em homenagem ao martírio do Imam Hussein, em 680 d.C., Houthi advertiu que as Forças Armadas do Iêmen poderiam atacar a presença israelense na Somalilândia a qualquer momento.

Ele destacou que há coordenação em andamento com os aliados do movimento em relação a uma possível nova confrontação, enfatizando que o Iêmen "não hesitará em cumprir seu dever diante de qualquer nova escalada de agressão, em qualquer frente".

O Ansarallah mantém estreita aliança com o Irã, o Hezbollah e a Resistência Islâmica no Iraque, grupo conhecido coletivamente como o Eixo da Resistência.

Em novembro de 2023, as forças armadas do Iêmen fecharam o Estreito de Bab al-Mandab para navios ligados a Israel, aos Estados Unidos e ao Reino Unido, atacando-os com mísseis e drones, em resposta ao genocídio em Gaza.

As forças iemenitas também enfrentaram as marinhas dos Estados Unidos e de países europeus no Mar Vermelho, forçando sua retirada considerada humilhante.

A Somalilândia declarou independência da Somália em 1991 e, desde então, mantém autonomia em relação a Mogadíscio, embora sem reconhecimento internacional.

Em dezembro de 2025, Israel tornou-se o primeiro Estado-membro da ONU a reconhecer a reivindicação de independência da Somalilândia. Mogadíscio rejeitou a decisão israelense, classificando-a como uma violação da soberania da Somália.

Nesta semana, surgiram relatos indicando que Israel enviou secretamente um pequeno contingente de tropas para a Somalilândia no início deste ano.

"De acordo com nossos relatórios de inteligência, os militares israelenses selecionaram soldados israelenses de ascendência africana, especialmente etíopes, para não chamar atenção e se integrar mais facilmente à comunidade local", revelou um alto funcionário somali.

Em 17 de junho, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, admitiu anos de operações de segurança clandestinas, conduzidas "abaixo do radar", em cooperação com a Somalilândia.

No início deste mês, o presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdullahi, visitou Israel pela primeira vez, marcando a abertura de uma missão diplomática do território em Tel Aviv.

Durante as conversas com líderes israelenses, Abdullahi discutiu a possibilidade de permitir que Israel estabeleça uma base militar no território da Somalilândia.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 mártires e 15 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 1.031

• Total de feridos: 3.309

• Total de corpos recuperados: 785

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 73.043 mártires e 173.417 feridos desde 7 de outubro de 2023.