Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 974
Forças políticas palestinas reunidas no Cairo defenderam um diálogo nacional amplo para consensuar regras do processo democrático e eleitoral, incluindo Constituição provisória, lei dos partidos e sistema eleitoral.
FPLP: Reunião conjunta de forças palestinas pede diálogo amplo para definir o processo democrático eleitoral
As três forças democráticas palestinas (a Frente Popular para a Libertação da Palestina, a Frente Democrática para a Libertação da Palestina e a Iniciativa Nacional Palestina) realizaram, no sábado, 6 de junho de 2026, uma reunião central conjunta na capital egípcia, Cairo.
No encontro, discutiram a situação interna palestina, os desdobramentos da agressão israelense contra o povo palestino na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém, além dos decretos presidenciais relacionados aos processos eleitorais. As três forças enfatizaram os seguintes pontos:
A necessidade de fortalecer os elementos de resistência e resiliência do povo palestino diante da guerra de extermínio e dos riscos existenciais que o ameaçam, por meio da unificação dos esforços nacionais, da oferta de apoio aos palestinos e da capacitação para que permaneçam em sua terra e defendam seus direitos legítimos.
A importância de enfrentar os desafios decorrentes da ocupação e de suas práticas, promovendo o espírito de solidariedade entre os diversos setores da sociedade, de forma a proteger a identidade nacional e reforçar o apego à terra e aos direitos históricos, com vistas à concretização do retorno, da liberdade, da dignidade e da independência.
As três forças consideram que a reconstrução do sistema político palestino e a renovação da legitimidade de todas as instituições nacionais palestinas — especialmente à luz do que foi recentemente anunciado por decreto presidencial — exigem a abertura de um diálogo nacional abrangente, com a participação de todos os componentes do povo palestino, sem exclusões. Os resultados desse diálogo devem ser vinculantes e não podem ser anulados por decisões individuais ou decretos unilaterais.
O objetivo é alcançar consenso sobre as leis e mecanismos que regem o processo democrático e eleitoral, incluindo o projeto de Constituição provisória do Estado da Palestina, a lei dos partidos políticos e o sistema eleitoral do Conselho Nacional Palestino, dentro de uma estrutura que consolide os princípios da parceria nacional e do pluralismo político, estabelecendo um sistema político mais representativo, eficaz e capaz de enfrentar os desafios.
As forças ressaltaram que isso contribuiria para fortalecer a legitimidade e o papel representativo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), com base em um programa nacional de libertação, pluralista e inclusivo, comprometido com os direitos palestinos inalienáveis.
As três forças afirmam que o verdadeiro valor de qualquer processo eleitoral palestino reside em sua vinculação a um projeto nacional abrangente que reconstrua as instituições palestinas e coloque a resistência à ocupação e a conquista dos direitos nacionais plenos como objetivo supremo dessas instituições, em vez de limitar-se à administração dos assuntos da Autoridade Palestina sob ocupação.
Também defendem a participação de todas as comunidades palestinas, tanto nos territórios palestinos quanto na diáspora, bem como de todas as forças políticas, fortalecendo a unidade da representação política e preservando a identidade nacional coletiva.
As três forças enfatizam que o projeto sionista tem como alvo a causa palestina em todos os seus aspectos e busca sistematicamente eliminar os direitos nacionais legítimos do povo palestino, especialmente o direito de retorno, à autodeterminação e ao estabelecimento de um Estado independente com Jerusalém como sua capital.
Destacaram ainda que a magnitude dos desafios e perigos enfrentados pelo povo palestino neste momento exige um consenso em torno de uma estratégia nacional unificada para enfrentar as ameaças que recaem sobre os palestinos em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém, incluindo a aceleração e intensificação dos planos de colonização e judaização, inseridos em um projeto de anexação, deslocamento forçado e limpeza étnica.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 10 mártires e 36 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
• Total de mártires: 961
• Total de feridos: 3.020
• Total de corpos recuperados: 782
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.971 mártires e 173.0128 feridos desde 7 de outubro de 2023.