Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 970
Nova gestão da UNRWA busca alinhar a agência a um projeto de desmonte de seu papel, ao promover demissões, cortes salariais de 20% e congelamento de promoções sob justificativa de crise financeira.
FPLP: Conduzida política de liquidação da UNRWA
A Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) expressa sua rejeição categórica às novas diretrizes da administração da UNRWA, liderada pelo comissário-geral Christian Saunders, que, segundo a organização, refletem uma perigosa deterioração que transforma a agência em um instrumento de imposição de submissão política e funcional, em alinhamento com o que descreve como uma conspiração sionista-americana destinada a reduzir o papel da agência e eliminá-la. A Frente exige a revogação imediata das decisões de demissão dos funcionários e sua reintegração aos postos de trabalho.
A Frente também rejeita o uso da crise financeira como “pretexto” para justificar a redução dos salários dos funcionários em 20%, o congelamento de promoções e o encerramento dos contratos de vítimas, enfatizando que a UNRWA deve cumprir suas obrigações determinadas pelas Nações Unidas e não pode ser transformada em uma instituição comercial sujeita às oscilações políticas dos doadores.
A organização considera que a demissão de funcionários que foram deslocados ao fugir do genocídio em Gaza, ou que sofrem em consequência das medidas da ocupação em Jerusalém, constitui um “crime administrativo” que pune as vítimas por terem sobrevivido, contradizendo completamente a Carta das Nações Unidas.
A Frente afirma ainda que a ameaça representada pela referência aos “inimigos da agência” para silenciar vozes que reivindicam direitos constitui uma forma inaceitável de intimidação moral. Segundo ela, é a administração que abandona seus funcionários quem fornece aos adversários da agência justificativas para atacá-la, demonstrando agir contra os interesses dos refugiados.
A Frente ressalta que os cortes salariais e medidas financeiras foram impostos aos funcionários comuns sem afetar os altos salários recebidos pelos funcionários internacionais de alto escalão, o que considera uma injustiça evidente contra o povo palestino e um indicativo de que o verdadeiro objetivo dessas reduções é a eliminação da agência e de seu papel.
A organização acrescenta que a declaração do comissário em sua mensagem de que não haverá reconsideração de reivindicações consideradas legítimas pelos funcionários demonstra que o objetivo é impor submissão e usurpar seus direitos, e não administrar a crise. A Frente afirma que não aceitará o encerramento de questões relacionadas ao sustento dos trabalhadores e aos seus direitos adquiridos.
Também considera que a criminalização de greves e protestos nessas circunstâncias constitui flagrante violação dos direitos econômicos e sociais reconhecidos internacionalmente, além de representar uma tentativa de vincular a assistência ao conceito de “neutralidade”, em benefício das políticas dos doadores e em detrimento dos direitos do povo palestino.
A Frente exige que a UNRWA restabeleça o Auxílio de Ajuste Cambial (CAF), interrompa todos os descontos salariais, abra um diálogo verdadeiro e transparente, reavalie as decisões tomadas de forma definitiva e divulgue sua estrutura financeira e seus orçamentos administrativos com total transparência.
Por fim, a Frente afirma que as tentativas de desmantelar a UNRWA por dentro não terão êxito, e que ela, juntamente com outras forças, setores da sociedade palestina e as comunidades de refugiados, estará na linha de frente da oposição a essas medidas por todos os meios disponíveis, defendendo os direitos dos funcionários da agência, que considera serem uma garantia fundamental e um símbolo vivo do direito de retorno.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 3 mártires e 35 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
• Total de mártires: 936
• Total de feridos: 2.903
• Total de corpos recuperados: 781
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.945 mártires e 173.011 feridos desde 7 de outubro de 2023.