Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 948
Aprovação da criação de um tribunal militar de exceção para julgar prisioneiros palestinos é mais um crime de guerra e afronta ao direito internacional, enquanto líderes israelenses cometem atrocidades impunemente.
FPLP: Criado tribunal de exceção para prisioneiros palestinos
A Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) confirma que a aprovação, pelo Knesset, em segunda e terceira leituras, da lei para criar um “tribunal militar de exceção” para julgar um grupo de seus prisioneiros detidos desde 7 de outubro de 2023, representa uma nova decisão fascista e criminosa, constituindo um crime de guerra completo e um desafio flagrante a todas as normas e leis internacionais.
Os líderes dessa entidade criminosa, que cometeram as mais graves atrocidades, guerra de extermínio e assassinatos sistemáticos nos últimos anos, são aqueles que realmente precisam de um tribunal internacional especial para serem julgados como criminosos de guerra pelo que fizeram contra nosso povo.
Todos os nossos prisioneiros são descritos como lutadores pela liberdade, motivo de orgulho para nosso povo, sua vanguarda e elite, símbolo de sua dignidade e resistência; e os tribunais “farsescos” do inimigo não conseguirão retirar deles essa condição de combatentes.
Há um alerta ao Estado de Israel contra qualquer dano aos prisioneiros, afirmando que a legalização da pena de morte e a abertura do caminho para maus-tratos contra eles levarão a uma grande escalada e explosão, cujas consequências Israel não conseguirá conter.
A aprovação desse projeto por maioria de votos, tanto da coalizão quanto da oposição israelense, é apresentada como prova de que toda a sociedade israelense, com todos os seus partidos e instituições civis, de segurança e militares, estaria marcada pelo fascismo e pelo racismo, completamente afastada de quaisquer valores humanos ou jurídicos.
Reitera-se que todos os tribunais da ocupação são considerados inválidos e ilegítimos, assim como a própria presença da ocupação em sua terra, e que o direito do povo palestino de resistir ao inimigo por todos os meios é considerado sagrado e legítimo.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 mártires e 3 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
• Total de mártires: 830
• Total de feridos: 2.345
• Total de corpos recuperados: 767
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.610 mártires e 172.448 feridos desde 7 de outubro de 2023.