Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 940

Provocações de grupos sionistas, com o apoio de autoridades da ocupação, para invadir a Mesquita de Al-Aqsa são escalada perigosa que pode agravar as tensões e impor mudanças no status histórico do local.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 940
O ministro da Segurança Nacional da ocupação, Itamar Ben Gvir, visita a Cidade Velha de Jerusalém, em 21 de maio de 2023. Reprodução: Minhelet Har Habayit.

FPLP: Provocações para invadir a Mesquita de Al-Aqsa representam escalada criminosa

A Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) afirma que os chamados emitidos pelas chamadas “organizações do Templo”, consideradas terroristas, com apoio e proteção de ministros e membros do Knesset no governo de ocupação de direita fascista, para invadir a abençoada Mesquita de Al-Aqsa na próxima sexta-feira (15), constituem uma escalada criminosa e um desenvolvimento perigoso que visa provocar uma explosão da situação na cidade sagrada e em toda a Palestina ocupada.

A tentativa de impor a invasão em uma sexta-feira, com toda a sua simbologia religiosa e santidade para o povo palestino, é uma aplicação prática dos planos de “decidir o conflito” adotados pelo governo inimigo fascista e racista, que busca alcançar a imposição final do plano de divisão temporal e espacial completa, e acabar com a realidade histórica e legal vigente na Mesquita de Al-Aqsa.

O que está acontecendo em Jerusalém e em Al-Aqsa não pode ser separado do que nosso povo enfrenta na Faixa de Gaza e na Cisjordânia; a ocupação que pratica a guerra de extermínio e limpeza étnica lá é a mesma que busca usurpar a soberania em Jerusalém, judaizá-la e profanar seus locais sagrados, o que confirma que a batalha é uma só e que os seus planos visam eliminar a presença palestina em todos os lugares.

A escolha de um momento que coincide com o aniversário da “ocupação de Jerusalém”, segundo o chamado “calendário hebraico”, é uma tentativa desesperada de impor uma soberania falsa pela força, uma provocação aos sentimentos de milhões de muçulmanos e cristãos, e uma tentativa de transformar o conflito em um conflito religioso abrangente, cujas consequências recaem exclusivamente sobre o governo de ocupação.

O silêncio e a inação da comunidade internacional diante dos crimes da ocupação são o que a encorajam a prosseguir em seus planos de judaização. Exigimos que as forças vivas do mundo ajam imediatamente para deter essa agressão sionista abrangente contra o povo palestino, a terra e os locais sagrados.

A Frente convoca as massas do nosso povo em Jerusalém, no interior ocupado e na Cisjordânia ocupada a uma mobilização popular massiva em direção à Mesquita de Al-Aqsa, transformando a sexta-feira em um dia de confronto aberto com o ocupante, em defesa de nossa terra, nossos locais sagrados e nossa dignidade.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 mártires e 3 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 830

• Total de feridos: 2.345

• Total de corpos recuperados: 767

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.610 mártires e 172.448 feridos desde 7 de outubro de 2023.