Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 859

Dirigentes do Fatah e da Frente Popular reuniram-se no Cairo por dois dias para discutir os riscos à causa palestina, denunciar a ofensiva israelense em Gaza, Cisjordânia e Jerusalém e defender unidade em uma estratégia nacional.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 859
Reprodução: UNIFIL.

Comunicado conjunto FPLP e Fatah

Duas delegações dirigentes do Movimento de Libertação Nacional Palestino “Fatah”, compostas pelos irmãos Azzam Al-Ahmad, Rawhi Fattouh, Samir Al-Rifai e Sakhr Bsisu, e da Frente Popular para a Libertação da Palestina, compostas pelos camaradas Jamil Mezher, Marwan Abdel Aal, Omar Murad, Kamil Abu Hanish e Ahmed Khreis, com a presença do embaixador Diab Al-Louh, reuniram-se ao longo de dois dias (terça e quarta-feira) na sede da Embaixada do Estado da Palestina no Cairo, onde realizaram um diálogo nacional aprofundado e responsável sobre o conjunto de riscos, desafios e ameaças existenciais que a causa palestina enfrenta nesta fase decisiva.

As duas partes discutiram a continuidade da agressão abrangente contra o nosso povo palestino na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém, bem como as políticas de escalada que visam liquidar a presença palestina e impor novos fatos no terreno, especialmente as perigosas medidas e decisões racistas adotadas pelo governo israelense, que têm como alvo a Cisjordânia e minam as bases da resistência nacional e as perspectivas de estabelecimento de um Estado palestino independente.

Ambas as partes afirmaram que esses desafios sem precedentes impõem a necessidade de consenso sobre uma estratégia nacional abrangente para enfrentar os riscos de liquidação, incluindo a reorganização da casa interna com base em fundamentos nacionais e democráticos que protejam a decisão nacional palestina independente.

Reforçaram que a Organização para a Libertação da Palestina é a representante legítima e única do povo palestino, e que a ativação e o desenvolvimento de suas instituições com base na parceria nacional e na democracia constituem a principal via para fortalecer a unidade nacional, consolidar a resistência do povo palestino e formular um discurso nacional unificado.

As duas partes também destacaram a importância de preservar a unidade do povo palestino na pátria e na diáspora, salvaguardar os direitos nacionais inalienáveis e ativar a resistência popular capaz de enfrentar os planos de deslocamento, anexação, judaização e colonização, bem como os ataques de grupos de colonos, protegendo o nosso povo e fortalecendo sua firmeza em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém.

Enfatizaram ainda a importância de investir na crescente mudança da opinião pública mundial, refletida no reconhecimento do Estado da Palestina por 160 países, a fim de reforçar a presença palestina nos movimentos populares internacionais e cercar a ocupação jurídica e moralmente nos diversos fóruns.

As duas partes sublinharam a necessidade de pôr fim às violações da ocupação, obrigá-la a cumprir o acordo de cessar-fogo, realizar a retirada completa da Faixa de Gaza, romper o bloqueio e abrir as passagens, e iniciar imediatamente as operações de socorro e reconstrução como prioridade e direito legítimo do nosso povo. Destacaram também que o papel do comitê administrativo deve ser transitório e voltado a serviços, rejeitando qualquer tutela ou interferência externa que afete a soberania, a representação política, a decisão nacional independente, a unidade geográfica palestina e a unidade do sistema político.

Reafirmaram a importância do papel da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), rejeitando as medidas israelenses contra ela, e exigindo a continuidade de seu trabalho, o apoio às suas funções e o fornecimento de financiamento adequado para garantir a continuidade de suas atividades até o retorno dos refugiados palestinos, com base na Resolução 194.

Ao final do encontro, as duas partes dirigiram uma saudação de orgulho e reconhecimento às massas do nosso povo na pátria e na diáspora, evocando os sacrifícios de nossos mártires e o sofrimento de nossos prisioneiros nas prisões da ocupação, reafirmando o compromisso de prosseguir com o diálogo e o trabalho conjunto com todas as forças palestinas, como preparação para um diálogo nacional abrangente que leve a uma visão nacional unificadora e a uma estratégia global de enfrentamento aos projetos de liquidação, judaização, colonização e tutela, fortalecendo a resistência do nosso povo e protegendo sua justa causa.

As duas partes também expressaram agradecimento e apreço à República Árabe do Egito, sob a liderança do presidente Abdel Fattah Al-Sisi, por seu papel histórico e contínuo no apoio aos direitos do povo palestino e à sua justa causa, assim como agradeceram aos irmãos árabes e muçulmanos e aos amigos no mundo por suas posições de apoio aos direitos do povo palestino.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 novos mártires e 25 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

  • Total de mártires: 576
  • Total de feridos: 1.543
  • Total de corpos recuperados: 717

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.027 mártires e 171.651 feridos desde 7 de outubro de 2023.