Nota política - Toda solidariedade ao povo iraniano: Contra os ataques criminosos dos EUA e de Israel!

A luta contra a agressão imperialista deve ser inseparável da luta contra o capitalismo que a produz. Somente a luta organizada da classe trabalhadora pode abrir caminho para a verdadeira paz e para a emancipação dos povos sob o socialismo-comunismo.

Nota política - Toda solidariedade ao povo iraniano: Contra os ataques criminosos dos EUA e de Israel!

O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário vem a público denunciar os ataques militares dos EUA e Israel contra o Irã e expressar nossa solidariedade ao povo iraniano. Os ataques feitos no sábado, 28 de fevereiro, são um novo episódio das ameaças dos EUA e de Israel contra o governo iraniano, construindo um ato de guerra deliberado que pode incendiar toda a região do Oriente Médio e da Ásia Central.

Os resultados do ataque foram bastante significativos, em termos de impacto civil e no ataque a lideranças iranianas. Já estão confirmadas as mortes de diversas figuras centrais do governo iraniano e inclusive do Líder Ali Khamenei. Além disso, o ataque sionista, que atingiu uma escola feminina, já tem mais de 100 estudantes confirmadas como mortas. O governo iraniano retaliou aos ataques com bombardeios em outros países, aliados dos EUA e de Israel, sobretudo nas bases militares estrangeiras.

Esses ataques se inserem no contexto mais geral das disputas interimperialistas em escala global, com o polo dos EUA-UE-OTAN-Israel buscando uma ofensiva para retomar o controle sobre pontos centrais no Oriente Médio e Ásia Central e impedir as iniciativas do bloco China-Rússia de influência na região e do próprio governo iraniano.

Não devemos ter qualquer ilusão sobre o papel do governo iraniano, que não tem qualquer compromisso com a classe trabalhadora, nem com um suposto “anti-imperialismo” – o Irã é um regime burguês, marcado por uma aristocracia clerical como grupo governante. Tampouco podemos deixar disseminar a posição de que esses ataques seriam corretos, para “levar a democracia” ao Irã  ou conter o seu arsenal nuclear – essa é a já caricata retórica do grande capital estadunidense para quando quer expandir seus interesses para alguma região. Já expressamos essa avaliação quando do último bombardeio contra o Irã. A tarefa de derrotar o governo dos aiatolás é da classe trabalhadora e das camadas exploradas e oprimidas do Irã e não do imperialismo estadunidense.

A tática do bloco EUA-UE-OTAN-Israel é de produzir trocas de regime por governos fantoche, ligados ao capital estadunidense, que possam fazer frente aos interesses do capital chinês na região. Casos como o da Síria demonstram que essas intervenções estrangeiras somente levam à devastação nacional, fragmentação territorial e aprofundamento da exploração. Nenhum desses polos representa os interesses objetivos dos trabalhadores e do povo iraniano. Apesar disso, não consideramos que o ataque ao Irã é uma guerra inter-imperialista e, ao contrário, consideramos que a defesa da soberania iraniana contra a intervenção estrangeira é justa e que seus esforços militares defensivos são absolutamente justificados.

Esse ataque reforça o que já vínhamos delineando: existe uma agudização das expressões militares dessas disputas interimperialistas na Ásia em geral e esse processo leva os países cada vez mais no rumo da guerra imperialista generalizada, que só pode ter como consequência a matança generalizada de trabalhadores por outros trabalhadores. Neste momento, a escalada militar subsequente à agressão inicial ampliou esse risco objetivo da generalização do conflito por toda a região.

O governo brasileiro segue desempenhando um papel de apoio ao bloco imperialista ocidental. Mesmo condenando, em palavras, o ataque, se recusa a romper laços diplomáticos, econômicos e militares com Israel. É papel da classe trabalhadora denunciar essa posição covarde e exigir o rompimento desses laços imediatamente.

Diante disso, defendemos o fim imediato dos ataques e de toda agressão contra o Irã e reafirmamos a defesa da soberania nacional iraniana frente à intervenção estrangeira. A solidariedade ao povo iraniano e às forças que lutam contra a agressão externa e pela transformação social de seu país deve ser apoiada e impulsionada por toda a classe trabalhadora, a juventude e os movimentos populares no Brasil, comprometendo-se a construir mobilizações contra a guerra imperialista.

A luta contra a agressão imperialista deve ser inseparável da luta contra o capitalismo que a produz. Somente a luta organizada da classe trabalhadora pode abrir caminho para a verdadeira paz e para a emancipação dos povos sob o socialismo-comunismo.

Comissão Política Nacional
01 de março de 2026