Ocupação contra a privatização do Rio Tapajós - Boletim Diário (Dia 28)
Mila Borari e Rebeca Tupinambá mediam plenária na ocupação para discorrer acerca do combate à violência de gênero. A equipe de comunicação vem atuando de maneira estruturada e efetiva, além do fortalecimento da unidade crítica de manifestantes por intermédio da cultura.
18 de fevereiro de 2026
No 28º dia de ocupação, ocorreu uma plenária voltada centralmente ao combate à violência de gênero, mediada pela professora Mila Borari e pela psicóloga Rebeca Tupinambá.
Além disso, a equipe de comunicação vem desempenhando uma atuação consistente com lives diárias informativas, às 20 horas, pelo canal Aldeia Urbana, no Youtube, e pelos canais do Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA) e do Conselho Indígena Tupinambá (CITUPI), através da plataforma do Instagram.
Destaca-se, também, a realização do Bloco dos Parentinhos, ocorrido na terça (17/02) e quarta-feira (18/02) de carnaval, em que as crianças presentes na ocupação utilizaram da celebração cultural para manifestar suas vozes em ensinamentos herdados de linhagem familiar, canções, reflexões críticas e protestos frente à dragagem dos Rios Tapajós e ao Decreto nº 12.600/2025, que prevê sua privatização.
Em prosseguimento às atividades efetuadas pelos manifestantes, às 10 horas da manhã do dia 19/02, os militantes do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) Manu Yael e Maurício Sousa, junto ao comunicador popular do Podcast Aldeia Urbana, Cristian Arapiun, estarão presentes em uma entrevista no portal de notícias Farol Brasil, para discorrer acerca dos desdobramentos da ocupação.
Ainda no mesmo dia, às 19:30, acontecerá uma programação artística na estrutura local com presença de músicos e artistas regionais, no intuito de fortificar, através da cultura, o alinhamento crítico, e de arrecadar subsídios para contribuir com a permanência da mobilização em frente à transnacional Cargill.
Portanto, embora o Governo Federal não tenha apresentado qualquer resolução concreta frente às reivindicações dos povos originários e dos demais manifestantes, a ocupação segue se fortalecendo contra as determinações de privatização e dragagem dos Rios Tapajós, Madeira e Tocantins.