Ocupação contra a privatização do Rio Tapajós – Boletim Diário (dia 24)
Ocupação no terminal da Cargill amplia estrutura e organização interna, com novos espaços coletivos e tenda de comunicação. Falta de água na UFOPA dificulta apoio logístico, enquanto debates políticos e chegada de novos povos reforçam a unidade e a resistência.
14 de fevereiro de 2026
A ocupação segue avançando em organização e estrutura. Foi montado um novo espaço dentro da ocupação, que agora conta com cozinha coletiva, área de plenária, redário, espaço infantil “parentinhos”, banheiros e uma nova lona dedicada à comunicação, equipada com tomadas e proteção contra a chuva.
A tenda de comunicação representa um avanço importante para o conjunto do movimento, fortalecendo a produção de informações, a articulação política e a visibilidade da luta. Também foi instalada uma antena de internet, ampliando as condições de comunicação direta da ocupação.
Por questões de segurança, está sendo realizado o controle de entrada e saída de pessoas e movimentos no espaço, demonstrando o nível crescente de organização logística e política da mobilização. A cada dia, a ocupação se fortalece com mais estrutura, participação e atividades.
Desde ontem, a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), que vinha sendo um importante ponto de apoio com banheiros e chuveiros para os ocupantes, enfrenta falta de água, o que tem dificultado a logística de apoio à mobilização. O desabastecimento também atinge diversos bairros de Santarém.
Ao longo do dia, ocorreram falas e debates sobre educação indígena e os jogos indígenas, reforçando a dimensão cultural e política da ocupação. Há também a expectativa pela chegada de delegações dos povos Kayapó e Panará, o que deve ampliar ainda mais a presença e a unidade entre os povos em defesa dos rios amazônicos.
Mesmo em um dia de menor movimentação externa, o trabalho interno de organização e logística segue intenso. A ocupação demonstra, a cada dia que passa, maior capacidade de resistência e construção coletiva.