Ocupação contra a privatização do Rio Tapajós – Boletim Diário (Dia 18)

No entardecer do 18º dia de ocupação, ocorreu o Ato em Defesa do Rio Tapajós, Madeira e Tocantins pela revogação do decreto, além da reunião com os vereadores, movimento indígena do Baixo Tapajós exige tornar o rio, junto ao Rio Arapiuns, como de direito.

Ocupação contra a privatização do Rio Tapajós – Boletim Diário (Dia 18)
Foto: Manu Yael / PCBR.

08 de fevereiro de 2026

A tarde do dia 8 de fevereiro foi marcada por reuniões com dois vereadores de Santarém. Ivanira Figueira (PSD) e o Enfermeiro Joziel (Republicanos), para além dos dois deputados federais que se fizeram presentes desde sábado (07/02), Airton Faleiro (PT) e Célia Xakriabá (PSOL). Durante a mesa, foi colocado o encaminhamento às questões jurídicas para que os rios Tapajós e Arapiuns se tornem rios de direito por parte dos povos originários do Baixo Tapajós e pela comunidade santarena, os quais exigem a sua proteção legal contra a exploração pela transnacional Cargill e à lógica mercantil do agronegócio, sancionada através Estado por intermédio da inclusão do rio no Programa Nacional de Desestatização (PND).

A reivindicação acerca de tornar os rios como de direito implica reconhecê-lo legalmente enquanto ecossistema, com personalidade jurídica própria, deixando de ser apenas um recurso natural a ser utilizado como propriedade do Estado ou da empresa privada. Portanto, resulta diretamente na sua proteção integral partindo da compreensão de que é uma entidade viva.

Ademais, ocorreu um ato em marcha na cidade de Santarém, às 18h, em defesa do Rio Tapajós, Madeira e Tocantins pela revogação do Decreto Nº 12.600/2025 - o qual prevê suas privatizações – organizado pelo movimento indígena do Baixo Tapajós e aderido por outros movimentos sociais, como a União da Juventude Comunista (UJC) e o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

Dessa forma, visando o fortalecimento para a continuação da luta contra o decreto, é fundamental o apoio e a adesão de demais setores da sociedade, seja financeiro e/ou pela assinatura do manifesto digital criado e compartilhado no dia 06 de fevereiro, para que assim se possa proteger os rios brasileiros das garras do capital.
O movimento construiu um manifesto para divulgar sua luta e sua leitura política sobre a questão. Leia e assine o manifesto: https://emdefesadosrios.com/#assinar .

Para apoiadores que queiram contribuir com a luta, o movimento está recebendo doações através da chave PIX: 16.901.945/0001-14 (CNPJ); em nome do Conselho Indígena Tupinambá. Caso não tenha condições de apoiar, divulgue a iniciativa.