Liberdade para o povo no Irã: não à intervenção imperialista!

O Irã enfrenta, por um lado, a demanda por direitos sociais e democráticos, com a perspectiva da tomada do poder pela classe trabalhadora; por outro, rechaçar as tentativas de intervenção de potências estrangeiras no país.

Liberdade para o povo no Irã: não à intervenção imperialista!
Reprodução: Middle East Images / AFP via Getty Images.

Por Partido Comunista da Alemanha (KP)

Desde o fim de dezembro, prosseguem no Irã protestos massivos que denunciam a catastrófica situação econômica e de vida da classe trabalhadora. Ao mesmo tempo, também são levantadas reivindicações por direitos democráticos, como a abolição da discriminação legal contra as mulheres e o fim do regime. O aparato estatal reage com repressão brutal e é responsável por um número elevado de mortes entre a população, ainda não confirmado com segurança.

A continuidade dos protestos, que desafiam a repressão sangrenta, demonstra a indignação em massa diante dos inúmeros ataques aos quais a classe trabalhadora e o povo estão submetidos. Ao mesmo tempo, evidencia a enorme disposição de sacrifício na luta. Declaramos nossa solidariedade ao povo iraniano e às suas reivindicações legítimas e condenamos a repressão do regime!

Ao mesmo tempo, diante da instabilidade no Irã, os imperialistas ocidentais, assim como o regime israelense, veem a oportunidade de realizar no Irã uma operação bem-sucedida de mudança de regime em seu próprio interesse, como já conseguiram em 2024 na Síria. As consequências – violência sectária contra minorias, com milhares de mortos, e a venda do país aos ocupantes israelenses – mostram o perigo que também ameaça o Irã por esse lado.

O presidente dos EUA, Trump, já ameaçou com novos ataques militares, possivelmente uma guerra aberta contra o Irã. O apoio à atual liderança iraniana em partes da população, que também se expressou em grandes protestos, explica-se em não pequena medida pelo medo real de uma intervenção estrangeira.

Por isso, enfatizamos que o povo iraniano enfrenta um difícil duplo desafio: por um lado, lutar por direitos sociais e democráticos, com a perspectiva da tomada do poder pela classe trabalhadora; por outro, rechaçar energicamente todas as tentativas de intervenção de potências estrangeiras nos assuntos internos do país.

Somente o povo do Irã deve decidir seu destino. Qualquer “ajuda” dos imperialistas ocidentais — os antigos assassinos no Iraque, na Líbia, na Síria, no Afeganistão, no Iêmen, na Iugoslávia e na Palestina — não trará salvação, mas empurrará definitivamente as massas populares do Irã para o abismo!