KP: Contra os ataques do HTS no norte da Síria!

Nunca e em lugar algum a ingerência dos Estados Unidos da América, da União Europeia e de Israel trouxe aos povos do mundo algo além do agravamento de seus problemas, mais mortes e mais sofrimento.

KP: Contra os ataques do HTS no norte da Síria!
Reprodução: KP.

Por Comitê Central do Partido Comunista da Alemanha (KP)

Condenamos os ataques atuais contra o norte da Síria, protagonizados em grande medida pela milícia Hayat Tahrir al-Sham (HTS) e por outras forças que chegaram ao poder na Síria há um ano.

A mobilização do HTS (e, presumivelmente, da Turquia) está diretamente ligada à política dos Estados Unidos, cujo interesse por uma Administração Autônoma do Norte e do Leste da Síria diminuiu de forma significativa após a mudança de regime na Síria. A luta pela sobrevivência que agora se impõe ao povo curdo – e potencialmente a todas as pessoas ameaçadas pelo HTS no norte da Síria – evidencia de maneira brutal que a cooperação tática com os EUA (assim como com outros polos imperialistas) conduz a uma dependência desses mesmos atores e de seus interesses imperialistas.

Os acontecimentos também deixam clara a evolução negativa desde a tomada do poder pelo HTS na Síria. A derrubada violenta do governo sírio sob Assad não trouxe qualquer melhoria ao país; ao contrário, levou ao poder um regime extremamente reacionário, responsável, apenas no último ano, por massacres contra diversas minorias e pela entrega da Síria ao Estado assassino de Israel e a outras potências imperialistas.

Confirma-se, assim, que a queda de Assad nessas condições não é motivo de celebração, mas expõe os povos da Síria e da região a novo sofrimento e a nova destruição. Infelizmente, constatamos que nossa avaliação se confirmou por completo: nunca e em lugar algum a ingerência dos EUA, da União Europeia e de Israel trouxe aos povos algo além do agravamento de seus problemas, mais mortes e mais sofrimento. Já em setembro ocorreram massacres cometidos por forças pró-governo contra alauítas.

Agora, é sobretudo a população curda que voltou a entrar na mira de forças próximas ao Estado Islâmico e da Turquia – população que tem o direito de se defender das agressões e à qual expressamos nossa solidariedade. Conclamamos à resistência contra toda e qualquer participação e ingerência do Estado alemão e de seu complexo militar-industrial nessas agressões. Pela mudança de regime na Síria em 2024 e pela evolução reacionária desencadeada a partir dela, os EUA, Israel, a Turquia, mas também a Alemanha e a União Europeia, carregam responsabilidade substancial.

Abaixo o imperialismo – nossa solidariedade a todos os que, no norte da Síria, são ameaçados pelo HTS e por outras bandos reacionários, bem como pelo Exército turco!