Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 907
O novo plano colonial sionista denominado “Bairro Shami” visa consolidar o controle total sobre a cidade de Jerusalém e alterar definitivamente sua realidade demográfica e geográfica na região.
FPLP: Sobre o plano de assentamento do “Bairro Shami”
A Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) adverte sobre a gravidade do novo plano colonial sionista denominado “Bairro Shami”, que visa consolidar o controle total sobre a cidade de Jerusalém e alterar definitivamente sua realidade demográfica e geográfica.
Este plano, que tem como alvo a expropriação de cerca de 180 dunams de terras da localidade de Abu Dis, representa um novo elo criminoso dentro da política de limpeza étnica e judaização. Seu objetivo principal é transformar essas terras em blocos de assentamentos com alta densidade urbana, no contexto de um plano de deslocamento forçado das comunidades beduínas resistentes no deserto de Jerusalém, especialmente: Khan al-Ahmar, Abu Nuwar e Arab al-Jahalin.
Este projeto está estruturalmente ligado ao perigoso plano de assentamento conhecido como E1, por meio do qual a ocupação busca conectar o assentamento de Ma'ale Adumim a Jerusalém; o que, na prática, significa separar o norte da Cisjordânia ocupada do seu sul e comprometer qualquer possibilidade de continuidade geográfica palestina.
As medidas crescentes da ocupação, incluindo o fechamento de locais sagrados e as restrições impostas aos bairros de Jerusalém e seus habitantes, fazem parte da tentativa sionista de impor controle absoluto sobre “o espaço e o tempo”, e de decidir o conflito em Jerusalém por meio da destruição do modo de vida autêntico e do cerco à presença palestina.
A Frente convoca a intensificação do confronto nacional e popular contra o inimigo para enfrentar esses planos criminosos, exigindo que a comunidade internacional pare com a política de silêncio diante dessas práticas.
O povo palestino, especialmente os habitantes de Jerusalém e das áreas desérticas, frustrará essas conspirações com sua resistência e apego à sua terra, e não permitirá a implementação deste projeto colonial que visa o cerne da causa palestina.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 5 mártires e 14 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
• Total de mártires: 709
• Total de feridos: 1.928
• Total de corpos recuperados: 756
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.285 mártires e 172.028 feridos desde 7 de outubro de 2023.