Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 876

O martírio de Ali Khamenei não é o fim, mas sim um novo capítulo em um caminho onde a consciência do povo sobre a verdadeira natureza do conflito se intensifica, e a vontade de resistir e defender a soberania e a dignidade se aprofunda.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 876
Reprodução: FPLP

FPLP: A agressão traiçoeira contra o Irã ultrapassa suas fronteiras e afeta o futuro de toda a região

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) condena, nos termos mais veementes, a agressão traiçoeira estadunidense-sionista que teve como alvo, na manhã de sábado, a República Islâmica do Irã, reafirmando sua posição firme e de princípios ao lado do Irã — sua liderança, seu povo e suas forças armadas — em sua legítima resistência frente a essa agressão flagrante.

Essa agressão em larga escala, conduzida pelo governo dos Estados Unidos e por seu parceiro sionista, representa uma expressão escancarada das políticas de “barbárie colonial”, destinadas a impor uma hegemonia absoluta sobre os recursos e riquezas da região, em especial o petróleo, além de constituir uma tentativa desesperada de redesenhar os mapas políticos em favor dos interesses estratégicos sionista-estadunidenses.

Tal agressão revela ainda a verdadeira face expansionista dessa aliança criminosa, desprovida de qualquer freio moral ou humano, que busca inutilmente subjugar a vontade dos povos e quebrar o caminho autêntico da resistência.

Essa agressão brutal configura uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas e dos princípios do direito internacional que asseguram a soberania dos Estados e a integridade de seus territórios. Nesse contexto, a Frente Popular afirma que a República Islâmica do Irã possui o direito natural e legalmente garantido de responder a essa agressão por todos os meios e formas disponíveis, ressaltando que as forças agressoras são as únicas responsáveis pelas consequências catastróficas dessa perigosa escalada.

Essa agressão criminosa ultrapassa as fronteiras do Irã e impacta o futuro de toda a região, configurando uma ampliação da guerra genocida e brutal contra o nosso povo e os povos da região, numa tentativa de concretizar os objetivos coloniais e agressivos da entidade sionista criminosa e de seus patrocinadores imperialistas.

A agressão é um acontecimento de extrema gravidade e de profundas implicações futuras, que exige os mais elevados níveis de resistência e firmeza, como o único caminho eficaz para frustrar os planos sionistas e estadunidenses e romper a arrogância do inimigo.

Convoca-se todas as forças de libertação e os povos livres do mundo a declararem solidariedade ao Irã, a intensificarem os protestos populares em todas as frentes, e a trabalharem pela construção de uma ampla frente mundial para enfrentar essa guerra criminosa prolongada contra os povos da região, bem como para levar os criminosos de guerra de Washington e Tel Aviv aos tribunais internacionais.

FPLP: Condolências ao falecimento do Aiatolá Ali Khamenei e comandantes mártires

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) lamenta o falecimento do Aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo da Revolução Islâmica no Irã, e de um grupo de seus camaradas, líderes militares e políticos, que foram martirizados em um assassinato traiçoeiro e criminoso perpetrado pela aliança sionista-imperialista.

Ao nos despedirmos deste combatente revolucionário, que recebeu a bandeira da revolução de seu fundador, Khomeini, a Frente Popular afirma que seu falecimento representa uma perda para as forças de resistência globais que lutam para romper com a hegemonia americana e desmantelar o projeto sionista. O falecido dedicou sua vida à linha de frente no combate a projetos expansionistas e hegemônicos. Durante três décadas, ele trabalhou para consolidar a posição da República como um Estado com presença regional significativa e base central de apoio aos movimentos de libertação nacional, principalmente à resistência palestina, que encontrou em suas posições apoio estratégico nos momentos mais sombrios.

O martírio de líderes nos campos de batalha representa um novo marco na luta contínua. O corpo da revolução, sempre que as ferramentas da traição tentam enfraquecê-lo, se fortalece, e o sangue derramado se torna uma memória viva que alimenta uma determinação ainda maior de resistir a todas as formas de presença colonial e agressão sionista em nossa região. A política de assassinatos não extinguirá a vontade do povo; ela sempre foi uma força motriz, fortalecendo a resiliência e transformando a perda em um poderoso ímpeto para a resistência contra projetos de subjugação.

Este crime não é o fim, mas sim um novo capítulo em um caminho onde a consciência do povo sobre a verdadeira natureza do conflito se intensifica, e a vontade de resistir e defender a soberania e a dignidade se aprofunda. O Irã, com suas instituições consolidadas e povo coeso, avança na superação desta tragédia e é capaz de preencher qualquer lacuna de liderança com competência e capacidade, preservando sua abordagem revolucionária e suas escolhas pautadas por princípios.

A Frente Popular, ao expressar sua total solidariedade ao povo iraniano e à sua liderança, enfatiza que o fortalecimento da coordenação entre as forças de libertação e a consolidação da unidade da resistência em todas as frentes são a maneira mais eficaz de confrontar a arrogância imperialista e sionista.

Dez pessoas são mortas em protesto pró-Irã em consulado dos EUA em Karachi, Paquistão

Pelo menos 10 pessoas foram mortas e mais de 70 ficaram feridas perto de um consulado dos Estados Unidos na cidade paquistanesa de Karachi, após protestos que se seguiram ao assassinato do Líder Supremo iraniano, Aiatolá Ali Khamenei, em ataques conjuntos dos EUA e de Israel.

Várias outras pessoas ficaram feridas quando as forças de segurança abriram fogo para dispersar centenas de manifestantes pró-Irã que tentavam invadir o consulado na madrugada de domingo.

Grandes protestos também ocorreram em outras partes do Paquistão. Em Gilgit-Baltistão, pelo menos sete pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, informou a agência de notícias AFP, citando o oficial de resgate Zaheer Shah.

Na capital, Islamabad, todas as vias de acesso à Zona Vermelha, onde se encontram missões diplomáticas, incluindo a embaixada dos EUA e o parlamento, foram bloqueadas, informou a polícia.

A polícia lançou gás lacrimogêneo quando centenas de manifestantes tentaram marchar em direção ao enclave diplomático, informou a agência de notícias Reuters.

Manifestantes incendiaram um prédio do escritório das Nações Unidas na cidade de Skardu, no norte do Paquistão, na região de Gilgit-Baltistão (GB), de maioria xiita, conhecida por seus picos do Himalaia, populares entre os turistas.

Na cidade de Lahore, no centro do país, centenas de manifestantes se reuniram em frente ao consulado dos EUA, mas não houve relatos de violência.

Manifestações contra o assassinato de Khamenei também eclodiram em outras partes do mundo, incluindo no Iraque e na Caxemira administrada pela Índia.

Em Bagdá, centenas de iraquianos, muitos vestidos de preto, tentaram invadir o complexo que abriga a embaixada dos EUA no domingo, apesar do forte esquema de segurança.

O principal clérigo xiita do Iraque, o Grande Aiatolá Ali al-Sistani, pediu aos iranianos que permanecessem unidos, enquanto o governo anunciava um período de luto de três dias por Khamenei, que era a principal autoridade política do Irã desde 1989.

Na Caxemira administrada pela Índia, milhares de muçulmanos xiitas participaram de manifestações de rua na principal cidade, Srinagar, onde manifestantes, portando bandeiras vermelhas, pretas e amarelas, se reuniram na praça principal

Muitos deles entoaram slogans anti-Israel e anti-EUA durante a manifestação, carregada de emoção, mas em grande parte pacífica.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 1 mártir e 7 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 629

• Total de feridos: 1.693

• Total de corpos recuperados: 735

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.096 mártires e 171.792 feridos desde 7 de outubro de 2023.