Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 865
Drone não identificado é abatido no espaço aéreo da Base de Hamat, norte do Líbano. Militares dos EUA impediram autoridades libanesas de inspecionar destroços, alegando risco de explosivos na aeronave.
Drone não identificado é abatido sobre base aérea no Líbano
Um drone não identificado foi abatido nas primeiras horas de 17 de fevereiro após entrar no espaço aéreo acima da Base Aérea de Hamat, no norte do Líbano, revelou uma fonte de segurança libanesa ao The Cradle.
O incidente ocorreu quando a segurança da base – que também abriga forças dos EUA – interceptou a aeronave, fazendo com que ela caísse em uma área de mata próxima.
Segundo a fonte, patrulhas da polícia municipal de Hamat e unidades das Forças Armadas Libanesas (LAF) dirigiram-se ao local para examinar os destroços.
Militares americanos presentes na cena intervieram para impedir a inspeção da aeronave abatida. De acordo com a fonte, tropas dos EUA sacaram suas armas e impediram que autoridades libanesas, incluindo o prefeito local, se aproximassem do local da queda, afirmando que o drone poderia estar equipado com explosivos.
As autoridades libanesas não tomaram posse da aeronave, disse a fonte, e posteriormente autoridades dos EUA informaram que o drone já não se encontrava no local inicialmente identificado como ponto da queda.
Um general americano estacionado na base teria tentado entrar em contato com o prefeito de Hamat para se desculpar, mas o prefeito recusou o gesto, protestando contra o comportamento das forças hospedadas na base no norte do Líbano.
A incursão do drone no espaço aéreo libanês ocorre enquanto o exército de Israel continua a violar os termos do “cessar-fogo” patrocinado pelos EUA sem sofrer consequências.
No início de fevereiro, tropas da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), perto de Kfar Kila, no sul do país, observaram dois drones, um deles transportando um objeto não identificado avaliado como uma “ameaça imediata”. Ele aproximou-se, lançou uma granada de efeito moral, explodiu a cerca de 50 metros das tropas da UNIFIL e, em seguida, dirigiu-se ao território israelense, sem causar feridos.
A missão da ONU avaliou que o drone pertencia ao exército israelense e que havia cruzado a Linha Azul “em violação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança”, descrevendo o uso de drones armados dessa forma como “inaceitável”.
Desde novembro de 2024, quando o movimento de resistência libanês Hezbollah cessou os ataques contra Israel nos termos da trégua mediada pelos EUA, o exército israelense teria cometido mais de 12 mil violações da soberania territorial do Líbano, incluindo mais de 8 mil violações do espaço aéreo e 700 ataques aéreos.
Ataques israelenses teriam matado 343 libaneses e causado quase mil feridos, incluindo dezenas de mulheres e crianças entre as vítimas civis.
Forças israelenses mantêm presença militar ativa em vários postos fronteiriços dentro do território libanês, dificultando o retorno de mais de 64 mil moradores deslocados após uma campanha de destruição que tornou grande parte das zonas fronteiriças do sul inabitáveis.
“Nossa presença em cinco pontos no sul do Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo, mas nós a impusemos, e os Estados Unidos a aceitaram”, declarou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, em 18 de fevereiro.
Suas declarações ocorrem quando o governo libanês reconheceu que o exército precisará de pelo menos quatro meses para implementar a próxima fase de um plano destinado a desarmar o Hezbollah.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 novos mártires e 25 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
• Total de mártires: 576
• Total de feridos: 1.543
• Total de corpos recuperados: 717
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.027 mártires e 171.651 feridos desde 7 de outubro de 2023.