Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 864

Chefe de guerra da ocupação diz que entidade não deixará o sul do Líbano, e afirmou que a presença militar in loco não integra os termos do cessar-fogo, apesar das ações do exército libanês na região.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 864
Reprodução: AA.

Ministro da guerra de Israel promete manter a ocupação do sul do Líbano fora dos termos do “cessar-fogo”

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou em 17 de fevereiro que Tel Aviv não retirará suas forças que ocupam o sul do Líbano enquanto o Hezbollah permanecer armado.

“Nossa presença nos cinco pontos no sul do Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo, mas nós a impusemos, e os EUA a aceitaram”, disse o ministro da Defesa.

A declaração ocorreu enquanto as tropas libanesas tentam reforçar sua presença no sul, apesar da ocupação israelense e das violações do cessar-fogo.

O correspondente da Al Mayadeen no sul informou na terça-feira que o “Exército libanês está se preparando para estabelecer um novo posto militar na cidade de Aita al-Shaab, dentro do setor ocidental”.

Aita al-Shaab foi quase totalmente destruída por Israel durante a guerra e ainda sofre bombardeios constantes de artilharia.

Um dia antes, o Exército libanês instalou quatro novos postos de fronteira na cidade de Kfar Kila.

Ataques israelenses ao Líbano nos últimos dois dias mataram pelo menos seis pessoas. Dois ataques separados com drones, em 16 de fevereiro, mataram duas pessoas em Hanine e Tallousah, no sul.

Na noite anterior, um ataque contra um táxi em Majdal Anjar, perto da fronteira com a Síria, matou quatro pessoas. Israel afirmou que o alvo eram membros do movimento Jihad Islâmica Palestina (PIJ).

Desde o início de 2025, o Exército libanês vem desmantelando infraestruturas do Hezbollah e confiscando armas ao sul do rio Litani, em conformidade com o acordo de cessar-fogo firmado em novembro de 2024.

O Hezbollah rejeitou uma decisão do gabinete libanês — adotada em agosto sob forte pressão dos EUA — que pedia o desarmamento total do grupo. O Exército libanês foi encarregado de elaborar um plano de desarmamento, que foi mantido confidencial.

A resistência afirma que eventualmente estaria disposta a discutir a incorporação de suas armas às Forças Armadas libanesas como parte de uma estratégia defensiva que manteria as armas disponíveis para uso caso o Líbano seja atacado. No entanto, rejeita qualquer discussão sobre o tema enquanto Israel continuar atacando o Líbano e ocupando várias áreas ao longo da fronteira sul.

O Exército israelense deveria ter se retirado quando o cessar-fogo entrou em vigor, mas se recusou.

O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, afirmou na segunda-feira que o Exército libanês precisará de quatro meses para concluir a segunda fase do plano de desarmamento, ao norte do rio Litani.

“Há um prazo de quatro meses, prorrogável dependendo das capacidades disponíveis, dos ataques israelenses e dos obstáculos no terreno”, disse ele.

Mais cedo, na segunda-feira, o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, declarou: “o que o governo libanês está fazendo ao focar no desarmamento é um pecado grave, porque essa questão serve aos objetivos da agressão israelense.”

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 novos mártires e 25 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 576

• Total de feridos: 1.543

• Total de corpos recuperados: 717

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 72.027 mártires e 171.651 feridos desde 7 de outubro de 2023.