Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 845
A União Europeia tipificou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como organização terrorista. Países antes resistentes, como a França, mudaram de posição e apoiaram a reclassificação do grupo.
União Europeia tipifica a IRGC como grupo terrorista
A União Europeia tipificou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) como uma “organização terrorista”, medida anunciada pela chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, após uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do bloco, informou o Conselho Europeu em 29 de janeiro.
Embora membros importantes da UE, como a França, tenham resistido anteriormente à designação, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot, confirmou publicamente a mudança de posição de Paris, afirmando nas redes sociais que a França apoiaria a inclusão da IRGC na lista de organizações terroristas da UE.
A designação foi acompanhada por um novo pacote de sanções, incluindo proibições de viagem e congelamento de bens direcionados a ministros iranianos, autoridades do Judiciário, chefes de polícia e comandantes seniores da IRGC.
Autoridades da UE disseram que as medidas foram impostas devido às mortes de manifestantes antigovernamentais e ao que descreveram como a “repressão interna” do Irã.
“Qualquer regime que mata milhares de seu próprio povo está trabalhando para a própria ruína”, disse Kallas na quinta-feira, acrescentando que a IRGC passaria agora a ser tratada “no mesmo nível da Al-Qaeda, Hamas e Daesh”.
Uma fonte diplomática francesa disse ao Al-Monitor que a classificação como grupo terrorista não era legalmente necessária para manter as sanções existentes, mas tinha como objetivo enviar uma “mensagem forte” a Teerã.
As novas sanções da UE ocorrem enquanto Washington continua a intensificar ameaças de guerra contra a República Islâmica.
O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que o “tempo está se esgotando” para que o Irã aceite os ditames dos EUA e se gabou do envio de uma “bela armada” para perto da costa do país.
O Middle East Eye informou na segunda-feira que Trump estava considerando ataques de precisão contra autoridades iranianas de “alto valor”, enquanto ativos militares dos EUA, incluindo o USS Abraham Lincoln, eram deslocados para o Mar da Arábia.
Enquanto isso, o chanceler alemão Friedrich Merz declarou que o Irã havia “perdido a legitimidade” e disse que o governo poderia cair “em questão de semanas”, acrescentando que “um regime que só consegue se manter no poder por meio de pura violência e terror… não tem legitimidade para governar o país”.
A Espanha também abandonou sua relutância de longa data em relação à inclusão da IRGC na lista negra, alinhando-se a Bruxelas, com o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, confirmando o “apoio inequívoco” de Madri após anos de resistência.
O Irã reagiu duramente, com o Estado-Maior das Forças Armadas condenando a decisão da UE como “ilógica, irresponsável e maliciosa”, afirmando que ela foi tomada em “obediência incondicional às políticas hegemônicas e desumanas dos Estados Unidos e do regime sionista”.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 4 novos mártires, 1 mártir resgatado dos escombros e 6 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
- Total de mártires: 492
- Total de feridos: 1.356
- Total de corpos recuperados: 715
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 71.667 mártires e 171.343 feridos desde 7 de outubro de 2023.