Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 842

Lembramos hoje o Dr. Habash, que identificou o imperialismo como um sistema global de violência e saque. A atualidade confirma sua visão e reafirma a resistência como uma necessidade dos povos que não se rendem.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 842
Reprodução: Wikimedia Commons.

FPLP: 18 anos do martírio de George Habash

Hoje se rememora o 18º aniversário da morte do Hakim da revolução, o grande líder nacional, pan-árabe e internacionalista, o camarada Dr. George Habash, fundador da Frente Popular pela Libertação da Palestina e do Movimento Nacionalista Árabe, em um momento histórico decisivo no qual a natureza do conflito se revela em sua forma mais clara. A Palestina trava hoje uma batalha aberta pela existência: da Gaza épica à Cisjordânia em ebulição; Jerusalém, o interior ocupado e a diáspora, e até mesmo dentro das bastilhas do inimigo sionista. Trata-se de uma guerra de extermínio abrangente que representa a ponta de lança de um projeto imperialista global destinado a liquidar a existência palestina e arrancar o ser humano de sua terra e de sua esperança.

Nesta ocasião, recordamos Hakim e sua visão como um projeto intelectual e de luta avançado e vivo. Ele ofereceu uma leitura precoce da natureza do imperialismo como um sistema global de brutalidade e pilhagem, e viu na entidade sionista uma base avançada desse sistema criminoso. A parceria militar e política total entre os Estados Unidos e a entidade sionista na guerra de extermínio em curso é uma prova viva da clareza de sua visão. Afirmamos também que a ofensiva que hoje tem como alvo o nosso povo é a mesma que visa as forças de libertação no mundo, por meio de bloqueios, pirataria e banditismo, na Venezuela, em Cuba e em outros lugares. O imperialismo, por meio de seus agentes e instrumentos, busca atacar a opção da resistência e isolá-la de sua base popular; porém, a experiência histórica forjada pelo Hakim confirma que a resistência é uma necessidade existencial, e que os povos que se recusam a se adaptar à injustiça podem pagar preços elevados, mas não são derrotados.

O camarada Hakim encarnou os princípios revolucionários em sua mais alta expressão, acreditando que a vontade popular organizada é capaz de inverter as correlações de forças, ligando organicamente a libertação da Palestina à libertação nacional árabe e à luta internacionalista. Considerou também o direito de retorno como o cerne da identidade nacional, o ponto de partida e de chegada da nossa luta de libertação. Nesta data, reafirmamos nossa fidelidade ao seu caminho e renovamos o compromisso de que o direito de retorno continuará sendo o eixo central do conflito e uma questão existencial que não admite barganha. O que ocorre hoje – tentativas de deslocamento do nosso povo em Gaza e na Cisjordânia, o ataque à UNRWA como testemunha viva do crime da Nakba, e a destruição das condições de vida – é uma tentativa desesperada de enterrar o direito de retorno. Mas declaramos com clareza: o retorno pelo qual Hakim lutou é o retorno a todo o território nacional; é um direito hoje regado com o sangue dos mártires e com a firmeza dos deslocados e refugiados sobre os escombros de suas casas e campos, em rejeição categórica a todos os projetos de deslocamento forçado ou de reassentamento.

Nós, na Frente Popular pela Libertação da Palestina, nesta data e nesta fase sensível da história do nosso povo, afirmamos que a responsabilidade nacional impõe a construção de uma verdadeira unidade nacional baseada no programa da resistência e nos princípios fundamentais, a derrubada de todas as apostas na via da negociação que se mostraram estéreis e destrutivas, e a intensificação do confronto abrangente em todas as frentes em resposta à guerra de extermínio, em defesa da terra, da dignidade e da existência, e contra projetos de tutela, deslocamento e mandato. Reafirmamos também a necessidade de aprofundar a aliança internacionalista com todos os livres do mundo que hoje se levantam contra o crime sionista e imperialista, para consolidar o isolamento dessa entidade e de quem a apoia, e continuar apoiando e respaldando as prisioneiras e os prisioneiros nas prisões da ocupação, a quem Hakim sempre dedicou atenção especial como ponta de lança da resistência do nosso povo.

Às nossas orgulhosas massas, Hakim dizia: “Os aviões do inimigo podem bombardear nossos campos, matar nossos idosos e crianças e demolir nossas casas, mas não conseguirão matar o espírito de luta em nós”. Hoje reafirmamos que a ideia que Hakim carregou não morre, que a bússola continuará apontando para a Palestina inteira, do seu rio ao seu mar, e que o sonho do retorno está mais próximo do que nunca, graças aos sacrifícios do nosso povo, à firmeza dos nossos resistentes e à vontade de um povo que não se quebra.

Glória à alma de Hakim e aos mártires heróis; vitória à resistência; liberdade para a Palestina. Toda a Palestina.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 3 novos mártires e 8 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

• Total de mártires: 484

• Total de feridos: 1.321

• Total de corpos recuperados: 713

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 71.657 mártires e 171.399 feridos desde 7 de outubro de 2023.