Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 838
Benjamin Netanyahu faltou à assinatura do “Conselho da Paz” de Donald Trump na Suíça por temer prisão. O TPI emitiu mandados contra ele e Yoav Gallant por conta dos crimes de guerra cometidos pela ocupação em Gaza.
Netanyahu evita assinatura do “Conselho da Paz” em Davos por temer prisão
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu não compareceu à cerimônia de assinatura do “Conselho da Paz” do presidente dos EUA, Donald Trump, na Suíça, em 22 de janeiro, por temer que fosse preso por crimes de guerra cometidos em Gaza caso pisasse no país.
Trump realizou a cerimônia à margem do Fórum Econômico Mundial (WEF), na cidade suíça de Davos.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, substituiu Netanyahu no WEF, que reúne líderes ocidentais da política, dos negócios e da sociedade civil para discutir questões globais.
Mais de 20 líderes participaram, incluindo o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan; o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan; e o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman al-Thani.
Em 2024, o Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, emitiu mandados de prisão contra Netanyahu e o então ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, acusando-os de crimes de guerra, incluindo o uso da fome como método de guerra, o direcionamento intencional de ataques contra civis e crimes contra a humanidade, como assassinato, perseguição e outros atos desumanos.
Israel matou mais de 71 mil palestinos em Gaza, a maioria mulheres e crianças, além de destruir a infraestrutura civil e bairros da faixa e deslocar quase toda a população.
Outras estimativas sugerem que o número real de mortos seja de três a cinco vezes maior, em meio aos esforços de Israel para tornar Gaza inabitável e expulsar seus dois milhões de palestinos para abrir espaço a colonos judeus.
A Suíça é um dos 125 países que ratificaram o Estatuto de Roma, que estabeleceu o TPI em 1998 como um órgão internacional para processar líderes que cometam genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e crimes de agressão.
Netanyahu aceitou o convite de Trump para integrar o Conselho da Paz na quarta-feira, em meio ao seu papel contínuo na condução do genocídio em Gaza.
O governo suíço já havia reafirmado anteriormente seu compromisso, como parte do Estatuto de Roma, de prender Netanyahu caso ele tentasse entrar no país e extraditá-lo para o tribunal sediado em Haia.
Vários outros países, incluindo Holanda, Espanha, Irlanda e Austrália, também disseram que cumpririam os mandados caso Netanyahu os visitasse.
O único Estado-membro do TPI que Netanyahu visitou desde a emissão dos mandados foi a Hungria, cujo líder, Viktor Orbán, recusou-se a prendê-lo e posteriormente retirou o país do TPI.
Em um esforço para punir o tribunal por emitir os mandados contra Netanyahu e Gallant, os EUA impuseram sanções ao TPI, ao seu procurador-chefe, Karim Khan, e a vários juízes que participaram da emissão dos mandados.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 1 novo mártir e 6 feridos. Registrou-se ainda a morte de uma criança de 27 dias em decorrência do frio intenso, elevando para 8 o número de mortes de crianças por frio desde o início do inverno.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro):
· Total de mártires: 464
· Total de feridos: 1.275
· Total de corpos recuperados: 712
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 71.548 mártires e 171.353 feridos desde 7 de outubro de