Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 834

Os ativistas presos da Palestine Action encerraram greve de fome que durou meses, depois que o governo do Reino Unido decidiu não conceder um contrato bilionário à fabricante israelense de armas Elbit Systems.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 834
Reprodução: Neil Hall / EPA-EFE.

Fim da greve de fome da Palestine Action após cancelado o contrato com a Elbit

Três dos ativistas presos da Palestine Action encerraram, em 14 de janeiro, uma greve de fome que durou meses, depois que o governo do Reino Unido decidiu não conceder um contrato de treinamento militar de US$ 2,7 bilhões à subsidiária britânica da fabricante israelense de armamentos Elbit Systems.

“A Elbit Systems está vivendo de tempo roubado – veremos seu fechamento definitivo, não por causa do governo, mas por causa do povo”, afirmou o grupo Prisoners for Palestine, atribuindo o resultado à pressão contínua exercida pelos presos.

O grupo também descreveu a greve de fome como “um momento histórico de puro desafio, um constrangimento para o Estado britânico”, acrescentando que a paralisação “expôs ao mundo que a Grã-Bretanha tem prisioneiros políticos a serviço de um regime estrangeiro genocida e levou centenas de pessoas a se comprometerem a realizar ações diretas seguindo os passos dos presos”.

Em 15 de janeiro, Heba Muraisi, Kamran Ahmed e Lewie Chiaramello confirmaram que haviam iniciado a realimentação sob supervisão médica após saberem que a Elbit Systems UK teve o contrato negado.

O acordo teria permitido que a fabricante israelense de armas treinasse até 60 mil soldados britânicos por ano ao longo de uma década.

Outros quatro ativistas presos – Teuta Hoxha, Jon Cink, Qesser Zuhrah e Amu Gib – também retomaram a realimentação após interromperem suas greves.

O grupo informou ainda que altos funcionários da área de saúde prisional se reuniram com representantes dos grevistas da fome a pedido do Ministério da Justiça, ocasião em que foram discutidos o tratamento e as condições nas prisões.

Nos dias finais antes do encerramento da greve, a saúde dos presos havia se deteriorado acentuadamente, com Muraisi tendo recusado alimentos por 73 dias e afirmado que havia “se resignado à ideia da morte”, acrescentando que continuou porque “finalmente estava sendo ouvida”.

O Prisoners for Palestine afirmou que o protesto já havia ampliado a resistência para além dos muros da prisão, dizendo que mais de 500 pessoas se comprometeram com ações diretas contra o que chamou de “complexo militar-industrial genocida”, acrescentando: “Enquanto esses prisioneiros encerram sua greve de fome, a resistência está apenas começando.”

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 1 novo mártir e 6 feridos. Registrou-se ainda a morte de uma criança de 27 dias em decorrência do frio intenso, elevando para 8 o número de mortes de crianças por frio desde o início do inverno.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro):

  • Total de mártires: 464
  • Total de feridos: 1.275
  • Total de corpos recuperados: 712

O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 71.548 mártires e 171.353 feridos desde 7 de outubro de 2023.