Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 831
Organizações da resistência palestina manifestaram-se sobre a criação de um comitê transitório para administrar Gaza, visto como passo para consolidar o cessar-fogo e enfrentar a crise humanitária sob um novo horizonte.
Organizações de resistência se manifestam sobre ‘fase dois’ do cessar-fogo
Organizações da resistência palestina se pronunciaram sobre a criação de um comitê administrativo transitório para a Faixa de Gaza, considerando a iniciativa um passo central para a consolidação do cessar-fogo, o enfrentamento da crise humanitária e a abertura de um novo horizonte político para o território palestino.
Em comunicado, o líder do Hamas, Basem Naim, afirmou que a formação de um comitê palestino temporário para administrar Gaza representa um avanço importante na implementação dos acordos em curso. Segundo ele, a medida pode contribuir tanto para a estabilização do cessar-fogo e a prevenção de um retorno à guerra quanto para o enfrentamento da grave crise humanitária e a preparação para uma reconstrução ampla do território.
Naim destacou ainda que o comitê deve servir como ponto de partida para um caminho político palestino mais amplo, baseado na unidade nacional e no fim da divisão interna. Para o Hamas, a etapa seguinte deveria ser a transformação do comitê transitório em um governo de unidade nacional, capaz de reafirmar a unidade política e territorial palestina e de conduzir uma luta política unificada pela criação de um Estado palestino independente.
O movimento declarou estar disposto a transferir a administração da Faixa de Gaza ao comitê nacional transitório e a facilitar o cumprimento de sua missão, cobrando dos mediadores internacionais, dos Estados Unidos e da comunidade internacional apoio efetivo ao novo órgão.
Posição semelhante foi expressa pela Frente Democrática pela Libertação da Palestina (FDLP), que também saudou a criação de um órgão administrativo tecnocrático para Gaza. A organização classificou a iniciativa como o início prático da segunda fase do plano de cessar-fogo e um passo em direção ao fim da ocupação israelense do restante do território, além de garantir a entrada incondicional de ajuda humanitária pela passagem de Rafah.
A FDLP ressaltou que o comitê deve manter uma relação direta com o governo palestino, de modo a preservar a unidade territorial e política e avançar rumo à constituição de um Estado palestino plenamente soberano nas fronteiras de 1967, com Al-Quds como capital.
A Frente também agradeceu o papel do Egito, do Qatar e da Turquia na mediação do processo e defendeu a convocação de uma conferência internacional para assegurar recursos para a reconstrução de Gaza e fortalecer a permanência da população palestina em seu território.
As manifestações das duas organizações indicam uma convergência, ainda que com ênfases distintas, em torno da necessidade de uma solução administrativa transitória que abra caminho para a unidade política palestina e para a redefinição do futuro de Gaza no pós-guerra.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 mártires e 5 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro de 2025):
- Total de mártires: 451
- Total de feridos: 1.251
- Total de corpos recuperados: 710
O número total de vítimas da agressão israelense chegou a 71.441 mártires e 171.329 feridos desde 7 de outubro de 2023.