Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 827
Em meio à tragédia em Gaza, UNRWA decide demitir cerca de 600 funcionários palestinos, inclusive deslocados que trabalhavam sob condições remotas. A medida é denunciada como punição política alinhada à ocupação.
FPLP: Administração da UNRWA executa “massacre funcional” contra os funcionários
No momento em que o nosso povo palestino trava uma batalha existencial diante de uma guerra genocida abrangente, cujo objetivo é arrancá-lo de sua terra e liquidar seus direitos históricos, a administração da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), representada por seu Comissário-Geral, Philippe Lazzarini, surge com uma decisão agressiva e injusta que determina o encerramento dos contratos de centenas de funcionários palestinos (cerca de 600 quadros educacionais e administrativos).
Trata-se de um golpe baixo contra a firmeza palestina e de uma convergência explícita com as agendas da ocupação sionista, que visam secar as fontes da Agência como passo preparatório para eliminar o direito de retorno.
Nós, no Departamento de Assuntos dos Refugiados e do Direito de Retorno da Frente Popular, diante dessas decisões perigosas, afirmamos o seguinte:
Primeiro: O fato de visar funcionários que foram forçados pela máquina de morte sionista a se deslocar ou deixar a Faixa de Gaza, apesar de continuarem a cumprir seu dever profissional “à distância”, é uma decisão eminentemente política. Com esse comportamento, a administração da UNRWA deixou de ser um organismo internacional de assistência encarregado de proteger os refugiados para se transformar em um instrumento de pressão que contribui para a política de punição coletiva praticada pela ocupação.
Segundo: Afirmamos que o encerramento dos contratos dos funcionários, a redução dos benefícios de fim de serviço e a imposição de um teto financeiro injusto fazem parte de uma “engenharia de desmantelamento” sistemática das instituições da Agência a partir de dentro. Alertamos o Comissário-Geral e o Secretário-Geral das Nações Unidas de que atacar a segurança funcional do funcionário palestino é atacar a espinha dorsal da causa dos refugiados, e que essa queda ética e jurídica não passará sem resposta.
Terceiro: Rejeitamos categoricamente que o funcionário palestino seja transformado no elo mais fraco para pagar o preço das pressões sionistas ou do fracasso financeiro da administração internacional. Reafirmamos que o quadro palestino é o guardião da memória e o motor dos serviços, e não é aceitável negociar sua dignidade em troca de promessas financeiras ou justificativas frágeis.
Quarto: Reafirmamos nossa posição firme e de princípios ao lado do Sindicato dos Trabalhadores em todas as regiões onde a UNRWA está presente (Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Síria e Líbano) e declaramos nosso apoio absoluto a todas as suas medidas de protesto, incluindo a declaração de “conflito trabalhista”. Também convocamos as massas do nosso povo e suas forças vivas a mobilizar energias e declarar estado máximo de alerta, engajando-se no mais amplo movimento de pressão sobre a instituição internacional, por meio de ações no terreno, mobilizações populares e uma escalada abrangente que alcance todas as instalações da Agência, até arrancar uma decisão de recuo imediato e incondicional desse massacre funcional inaceitável.
Quinto: Atribuímos à comunidade internacional, à Autoridade Palestina e a todas as instituições internacionais a responsabilidade por seu silêncio diante dessa conspiração. O que se exige hoje é um movimento político de pressão para conter o avanço da alta administração da UNRWA sobre os direitos do nosso povo e garantir que a Agência continue a cumprir seu mandato legal até o retorno e a libertação.
Por fim, o Departamento de Assuntos dos Refugiados e do Direito de Retorno da Frente Popular reafirma às massas do nosso povo que permanecerá na linha de frente da defesa de seus direitos e confirma que continuará a exercer todas as formas de pressão política e popular para impedir a aprovação de planos de deslocamento “suave” executados sob o manto da fome e da exclusão funcional. Não permitiremos que nenhuma entidade, internacional ou local, viole o sustento de nossos funcionários nem ataque o papel da UNRWA como testemunha histórica, política e jurídica do direito de retorno. Os direitos de nossos funcionários são direitos nacionais sagrados, e sua dignidade é parte inseparável da dignidade da nossa causa e do nosso povo.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 mártires, sendo 1 novo e 1 recuperado dos escombros, além de 10 feridos.
Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.
Desde o cessar-fogo (11 de outubro de 2025):
- Total de mártires: 424
- Total de feridos: 1.199
- Total de corpos recuperados: 685
O número total de vítimas da agressão israelense aumentou para 71.391 mártires e 171.279 feridos desde 7 de outubro de 2023.