Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 824

A ocupação lançou bombardeios contra tendas de deslocados em Mawasi, Khan Yunis, que resultaram em mártires e feridos, em mais um crime de guerra plenamente caracterizado após os acordos de cessar-fogo.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 824
Reprodução: Ahmad Salem / Bloomberg / Getty.

Ocupação bombardeia tendas de refugiados em Mawasi

A Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) afirma que o bombardeio do inimigo, hoje, contra as tendas de deslocados em Mawasi, Khan Yunis – que resultou em mártires e feridos e transformou os corpos de crianças em pedaços – é um crime de guerra plenamente caracterizado; prova de uma estratégia sionista constante para impor um fato consumado ao transformar Gaza em um inferno inabitável, por meio da perpetuação de massacres e da violação de acordos sem qualquer responsabilização.

Não separamos o assassino sionista direto da administração norte-americana que concede a esse ente autorização para matar e sinal verde; Washington é o parceiro orgânico neste massacre contínuo, ao fornecer apoio militar, imunidade legal e cobertura política aos criminosos de guerra. Assim, o sangue dilacerado de nossas crianças permanece como uma mancha de vergonha eterna que persegue a comunidade internacional, a qual fracassou moral e juridicamente no teste de Gaza.

Este massacre comprovou novamente que esse inimigo criminoso não respeita acordos de cessar-fogo; trata-se de um ente baseado na traição e na fabricação de pretextos de segurança para viabilizar planos de genocídio, deslocamento forçado e limpeza étnica.

O que se exige hoje da comunidade internacional é ir além do mero campo da condenação e conter, de forma efetiva, essa desordem sionista; a continuidade do silêncio diante desses crimes é uma autorização aberta para a ocupação seguir transformando o território em um cemitério coletivo.

Reafirmamos que as tentativas do inimigo de manter a agressão e de arrancar ganhos políticos por meio do sangue de inocentes se chocarão contra a firmeza do nosso povo; e que a política de impor fatos consumados com sangue e fogo apenas fortalecerá nossa adesão aos nossos direitos e à opção da resistência.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 mártires, sendo 1 novo e 1 recuperado dos escombros, além de 10 feridos.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro de 2025):

  • Total de mártires: 424
  • Total de feridos: 1.199
  • Total de corpos recuperados: 685

O número total de vítimas da agressão israelense aumentou para 71.391 mártires e 171.279 feridos desde 7 de outubro de 2023.