Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 821

O ministro israelense, Itamar Ben Gvir, disse que Barghouti “deveria ser eliminado” e defendeu a pena capital, argumentando que Israel deveria “aprender com os EUA”, especificamente “a pena de morte para terroristas”.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 821
Reprodução/Foto: Redes sociais.

Ben Gvir pede a execução de Marwan Barghouti

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, pediu publicamente a execução do líder palestino preso Marwan Barghouti durante uma reunião de seu partido Otzma Yehudit no Knesset, informou a agência de notícias israelense JNS em 5 de janeiro.

Falando na reunião, Ben Gvir disse que Barghouti “deveria ser eliminado” e defendeu a punição capital, argumentando que Israel deveria “aprender algo com os Estados Unidos”, especificamente “a pena de morte para terroristas”.

Ele repetiu alegações de que Barghouti é “um assassino” e “um terrorista”, linguagem usada para justificar o apelo pela execução.

As declarações foram feitas em resposta a uma pergunta sobre uma petição que pede a libertação de Barghouti. Durante a mesma troca, Ben Gvir comentou sobre as condições prisionais, afirmando que Barghouti recebe “condições piores do que as do presidente da Venezuela”.

Os comentários ocorreram após um debate renovado sobre a possível libertação de Barghouti, motivado por uma carta divulgada pelo ex-diplomata israelense Alon Liel.

A carta instava acadêmicos a apoiar um apelo ao presidente dos EUA, Donald Trump, argumentando que libertar Barghouti poderia reavivar “os esforços de paz” e descrevendo-o como “o líder palestino mais proeminente de nossa geração”.

Em 10 de novembro, um projeto de lei no Knesset que permite a pena de morte para prisioneiros palestinos condenados por “terrorismo” passou em sua primeira leitura, após o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu apoiar publicamente a legislação.

Barghouti, de 66 anos, está preso desde 2002 e cumpre cinco penas de prisão perpétua mais 40 anos. Ele foi um líder proeminente durante a Segunda Intifada, atuando como secretário-geral do Fatah na Cisjordânia ocupada e como figura de destaque de seu braço armado, o Tanzim.

Autoridades israelenses reconheceram que sua possível libertação representa uma ameaça política, com a JNS citando uma pesquisa de outubro do Centro Palestino de Política e Pesquisa de Opinião indicando que Barghouti venceria de forma decisiva em uma votação de liderança.

O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, disse em 23 de dezembro que garantir a libertação de Barghouti “sempre foi” uma prioridade pessoal e política de alto nível.

Governos israelenses têm bloqueado repetidamente a libertação de Barghouti, alegando que isso poderia levar a uma nova onda de violência, apesar de seu nome ressurgir periodicamente durante discussões sobre trocas de prisioneiros.

Mais de 200 artistas e figuras públicas ocidentais aderiram a uma campanha global exigindo a libertação de Barghouti, citando preocupação com sua prisão contínua, abusos e a negação de direitos legais após 23 anos em prisões israelenses.

Apesar da crescente pressão internacional, autoridades israelenses afirmaram que Barghouti não será incluído em nenhuma troca de prisioneiros, reconhecendo que sua libertação é vista como uma ameaça política, e não como uma questão de segurança.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 mártires, sendo 1 novo e 1 recuperado dos escombros, além de 1 ferido.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro de 2025):

  • Total de mártires: 416
  • Total de feridos: 1.153
  • Total de corpos recuperados: 683

O número total de vítimas da agressão israelense aumentou para 71.271 mártires e 171.233 feridos desde 7 de outubro de 2023.