Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 818

Em 2025, 22 soldados israelenses em serviço ativo tiraram as próprias vidas, maior número em 15 anos. Autoridades militares apontam efeitos do genocídio em Gaza e alertam para consequências após o cessar-fogo.

Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 818
Reprodução: Yossi Aloni / Flash90

Genocídio em Gaza eleva suicídios entre soldados da ocupação

Vinte e dois soldados israelenses em serviço ativo cometeram suicídio em 2025, o maior número em quinze anos, informou o Haaretz em 2 de janeiro.

“Autoridades do Exército alertam que o próximo ano ‘pós-guerra’ será desafiador para a saúde mental do pessoal militar”, escreveu o jornal israelense.

Soldados israelenses passaram os últimos dois anos cometendo crimes de guerra contra civis em Gaza, incentivados por apelos de autoridades, rabinos e figuras da mídia para exterminar palestinos na Faixa.

No caso mais recente, um soldado de serviço obrigatório, atuando sozinho, do Corpo de Engenharia de Combate, matou-se no sul de Israel na quarta-feira.

O número de suicídios no ano passado foi o mais alto desde 2010, quando 28 soldados tiraram a própria vida após o genocídio de Israel em Gaza naquele ano, oficialmente conhecido como Operação Chumbo Fundido.

De acordo com dados militares israelenses, 12 dos soldados que cometeram suicídio em 2025 eram recrutas, nove eram reservistas e um era militar de carreira.

Oito dos soldados se mataram enquanto estavam em bases militares. Cinco dos soldados estavam sendo acompanhados por profissionais de saúde mental, incluindo um operador sênior de drones que se matou após dizer que não conseguia mais suportar os efeitos do combate”, escreveu o Haaretz.

Em setembro, médicos estrangeiros que retornaram a seus países após atuarem como voluntários em Gaza disseram que trataram regularmente crianças palestinas atingidas na cabeça ou no peito por tropas israelenses na Faixa.

Médicos legistas consultados pelo jornal holandês Volkskrant analisaram radiografias e confirmaram que os ferimentos eram compatíveis com tiros de longa distância de franco-atiradores ou drones, e não com estilhaços de explosões.

“Isso não é dano colateral. É intencional”, disse o ex-comandante do Exército holandês Mart de Kruif.

Segundo fontes militares que falaram ao Haaretz, “muitos dos que morreram por suicídio haviam sido expostos a cenas e incidentes de combate severos que provavelmente afetaram sua saúde mental”.

Os dados do Exército israelense não incluem soldados que morreram por suicídio após deixar o serviço ativo. Outros 15 ex-soldados que participaram do genocídio tiraram a própria vida em 2025, mas depois que seus períodos de combate haviam terminado.

Soldados que cometem suicídio fora do serviço ativo não são considerados “soldados mortos em combate” e têm negado o direito a um funeral militar no qual um comandante do Exército faria um elogio fúnebre e colocaria uma coroa especial no túmulo.

Comunicado do Ministério da Saúde

Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:

Nas últimas 24 horas, chegaram aos hospitais da Faixa de Gaza 2 mártires, sendo 1 novo e 1 recuperado dos escombros, além de 1 ferido.

Ainda há várias vítimas sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e da defesa civil continuam impossibilitadas de chegar até elas até o momento.

Desde o cessar-fogo (11 de outubro de 2025):

·         Total de mártires: 416

·         Total de feridos: 1.153

·         Total de corpos recuperados: 683

O número total de vítimas da agressão israelense aumentou para 71.271 mártires e 171.233 feridos desde 7 de outubro de 2023.