Atualização sobre a Tempestade Al-Aqsa: dia 543
O bombardeio da clínica da UNRWA em Jabalia, os extensos cinturões de fogo em Rafah, o bombardeio de casas em Khan Yunis e a contínua guerra da fome, constitui um genocídio sistemático e completo.

FPLP: Crianças de Gaza são queimadas pelos mísseis americanos
A intensificação da agressão sionista contra Gaza, cujo capítulo mais recente foi o massacre brutal com o bombardeio da clínica da UNRWA em Jabalia, juntamente com os intensos ataques e extensos cinturões de fogo em Rafah após a ampliação da invasão terrestre, além do bombardeio de casas sobre seus habitantes em Khan Yunis e a contínua guerra da fome, constitui um genocídio sistemático e completo, apoiado pela administração dos Estados Unidos e acobertado pela comunidade internacional, enquanto o mundo árabe se isenta de suas responsabilidades nacionais em um momento histórico crucial.
A administração dos EUA, com seu financiamento e apoio incondicional, é a principal cúmplice desses crimes, pois continua a fornecer ao ocupante as bombas que queimam crianças e lhe garante proteção política para seguir com seu extermínio sem prestar contas. Já a comunidade internacional, que proclama a defesa dos direitos humanos, revelou sua verdadeira face como parceira no crime.
O mais grave ainda é a posição árabe conivente. Enquanto Gaza é inundada por uma chuva de bombas, as capitais árabes permanecem em silêncio, apesar de possuírem dinheiro, armas e influência. Como essa inércia pode continuar enquanto cidades inteiras são exterminadas? E que traição pior pode haver do que ver um povo árabe ser massacrado e responder apenas com declarações vazias?
Não há espaço para o silêncio nem para a neutralidade. Quem se omite agora é cúmplice do crime. Os povos árabes devem agir imediatamente, ocupando as ruas, as praças e protestando em frente às embaixadas dos EUA e de Israel. A omissão é traição, e o silêncio significa cumplicidade nos massacres.
Chegou o momento de impor um cerco popular contra os interesses dos países que apoiam a ocupação, cortar todas as formas de relações com o regime sionista e cessar qualquer cooperação com aqueles que financiam e sustentam seus crimes. Já não há espaço para discursos de condenação e repúdio – são necessárias ações concretas para interromper esses massacres.
O sangue das crianças de Rafah, Jabalia e Khan Yunis continuará sendo uma marca de vergonha para os conspiradores, e aqueles que hoje se omitem não escaparão do julgamento da história.
Comunicado do Ministério da Saúde
Relatório estatístico periódico sobre o número de mártires e feridos devido à agressão sionista na Faixa de Gaza:
Os hospitais da Faixa de Gaza registraram 24 mártires e 55 feridos, como resultado da agressão israelense na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas.
Um número considerável de vítimas ainda está sob os escombros e nas ruas, e as equipes de ambulância e defesa civil não conseguem alcançá-las.
O número de mártires e feridos desde 18 de março de 2025 atingiu 1.066 mártires e 2.597 feridos.
O total de mártires da agressão israelense subiu para 50.423 e 114.638 feridos desde o 7 de outubro de 2023.